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Amamentação protege de câncer de mama, comprova pesquisa

Juliana e tereza

Teresa de 02 meses filha da Juliana foto cedida gentilmente por Juliana a Matrice!

Os resultados mostraram que a presença de doença na família influencia significativamente no efeito protetor da amamentação. No grupo observado, aquelas participantes que não tinham história familiar para tumores malignos de mama não se beneficiaram do efeito protetor. Esse estudo reforça os achados de uma revisão feita na literatura científica sobre o tema por médicos da Flórida que também demonstraram proteção nas mulheres de famílias de alto risco para câncer de mama.

 Os pesquisadores ainda não conseguiram explicar completamente as causas da proteção contra o câncer nas mulheres que amamentam. Acredita-se que as alterações que acontecem na mama durante esse período, como aumento de volume das glândulas, estejam envolvidas no processo.

O trabalho está publicado na edição de 10 de Agosto da revista “Archives of Internal Medicine”.

 O trabalho mostra mais um aspecto importante dos efeitos benéficos da amamentação e deve servir de reforço para as campanhas de estímulo a essa prática pelas mulheres.

Noticia retirada d´p site G1 leia aqui

“Consegui emagrecer só com a amamentação”

Um ano depois do nascimento da primeira filha, Antônia, Camila Pitanga voltou ao peso ideal – sem dieta nem sacrifícios. Saiba como

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O nascimento de um filho é um momento maravilhoso. Mas a nova mamãe olha para o espelho e pensa: nunca mais serei a mesma. Com Camila Pitanga, a crise foi leve. Ela engordou 12 kg na gestação da filha, Antônia. Um ano depois, já está com o peso normal. O segredo? “A amamentação”, revela a atriz.
Um estudo de uma universidade americana provou que as mães que amamentam os bebês perdem mais peso nas primeiras 12 semanas após o parto. O corpo queima calorias produzindo leite e, apenas amamentando, a mulher perde, em média, 0,5 kg por mês. “É uma bênção”, diz Camila, que em 2008 foi madrinha da Campanha Nacional de Doação de Leite Materno.

Você chegou a fazer dieta?
Não. Amamentei a Antônia até 8 meses e perdi peso. E tenho uma boa alimentação, com legumes, verduras, grãos integrais e frutas.
Que tipo de exercício faz?
Faço um pouquinho de tudo: ioga, musculação, exercícios aeróbicos e hidroginástica. Variar é uma boa dica pra quem não gosta de malhar!

Por que você resolveu fazer a campanha de amamentação?
Para mostrar como é fácil doar leite materno. Graças a Deus a campanha teve um salto. É fácil: você faz a coleta e liga para o Corpo de Bombeiros. Eles buscam em casa!
Você está confirmada na nova  novela das 18h, Pelo Avesso?
Sim. Eu começo a gravar em julho. Serei a faxineira Rose, a mocinha da história. É uma batalhadora, romântica, fã do Roberto Carlos.
Estava com saudade de atuar?
Muito! Gosto de trabalhar, e é meu ganha-pão.
Como vai ser deixar a Antônia e voltar a trabalhar?
Vai ser mais doloroso para mim do que para ela. A Antônia adora rua, vai no colo de todo mundo. É claro que vai sentir falta da mãezinha dela, mas meu marido [o diretor de arte Cláudio Amaral Peixoto], mesmo trabalhando bastante, é um pai muito presente.
Quem vai cuidar dela?
A Arlete, minha fiel escudeira.

A matéria esta neste  link , revista mulher!

Foto do Estadão

Deu na folha online.

Uma jovem mãe chinesa viu no escândalo do leite contaminado, que desde o começo do mês já matou quatro crianças e deixou 13 mil hospitalizadas na China, uma oportunidade para ganhar dinheiro. Resolveu criar um serviço de entrega de leite próprio para amamentar outras crianças, segundo a a agência de notícias oficial Xinhua, neste domingo.

A mulher de 32 anos, cujo sobrenome é Huang, afirmou que está produzindo mais leite do que seu filho de três meses consome e decidiu vender o excedente através de um serviço de abastecimento de leite por 300 iuans (US$ 44) por dia, informou a Xinhua.

Os anúncios de Huang na internet causaram polêmica, o que não parece lhe incomodar. “Meu marido me apóia totalmente sobre isso”, afirmou.

Quatro crianças morreram e cerca de 13 mil foram hospitalizadas após consumirem leite contaminado com melamina, uma substância ilegalmente adicionada à fórmula do leite em pó para aumentar seu volume de proteína –em um dos maiores escândalos sanitários da indústria alimentícia da China.

Neste domingo, o ministério chinês da Saúde informou que o número total de bebês que deram entrada nos hospitais depois de beber o leite contaminado é até o momento de 12.892, segundo a agência de notícias Xinhua.

Leite em pó provoca pedras nos rins de 432 crianças chinesas, diz governo

Empresa admitiu contaminação com melamina em seus produtos infantis. Tóxico é o mesmo que causou mortes de animais de estimação nos EUA.

Autoridades chinesas anunciaram neste sábado que 432 bebês em todo o país desenvolveram pedras nos rins por terem bebido leite em pó contaminado.

O governo mandou o Sanlu Gropu, fabricante que tem como um dos donos a neo-zelandeza Fonterra Co-operative Group, interromper a produção, depois que uma investigação preliminar descobriu que seu produto era responsável pela contaminação.

A empresa, que fica na província de Hebei, admitiu nesta sexta-feira que produtos de sua linha infantil estavam contaminados com melamina, um componente tóxico relacionado com a morte e a doença de milhares de animais de estimação nos Estados Unidos no ano passado. Reportagem saiu na G1

Deu no site

E o prémio do bebé mais «mamão» vai para…

Menina de cinco meses ganhou competição no Peru após mamar durante seis minutos

O governo do Peru encontrou uma forma curiosa de estimular a amamentação dos recém-nascidos. Durante esta semana, diversas cidades deste país sul-americano realizam concursos para eleger o bebé capaz de mamar durante mais tempo, informa o site globo.com. As competições para eleger os mais «mamões» fazem parte da semana da amamentação, organizada pelo Ministério da Saúde do Peru. Em algumas cidades, as mães estão a estimular os bebés para serem os melhores, uma vez que costumam ganhar prémios como enxovais e pacotes de fraldas descartáveis. Para vencer, é preciso ter um bom apetite. Em Cerro de Pasco, por exemplo, a campeã foi a pequena Yasmín Valle Cosme, de cinco meses, que mamou durante cerca de seis minutos

por Maria Dolores | Revista Saúde é vital

Pais e mães, sobretudo os de primeira viagem, vivem com a pergunta que está lá no alto desta página na cabeça. Cabe ao pediatra esclarecer a dúvida com base em uma tabela que mostra a chamada curva de crescimento — um referencial que valia até os 18 anos de idade. Após uma década de estudos da OMS, a tendência é sair de cena o padrão antigo para dar lugar a um modelo que analisa o desenvolvimento de pequenos só até os 5 anos.A grande mudança é que pela primeira vez o aleitamento materno é apontado como fator decisivo para avaliar o quanto a criança cresce. “A curva anterior não levava em conta o tipo de alimentação nos primeiros anos de vida”, explica o professor Cláudio Leone, pediatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. “Com o avanço das pesquisas, descobriu-se que a criança amamentada exclusivamente no peito até os 4, 6 meses, que passa a ingerir outros alimentos a partir daí, mas não abandona o leite materno antes de completar 2 anos, tem o crescimento desacelerado entre os 4 e os 18 meses de vida”, exemplifica. “Isso é esperado e não deve ser motivo de preocupação, porque depois ela cresce pra valer.”Eis o pulo-do-gato do novo padrão. Isso porque, ao observarem que os filhos passavam a crescer menos por volta do quarto mês de vida, os pais concluíam que o aleitamento materno era insuficiente e ofereciam o leite de vaca como complemento. “Uma complementação desnecessária e que, além do mais, é capaz de levar à obesidade no futuro”, opina Leone. Agora o pediatra pode sossegar os mais aflitos com uma informação segura: a interrupção no desenvolvimento é temporária. Não chegar ao topo da curva ou estar abaixo dela não significa necessariamente que seu filho não está se desenvolvendo direito.Para estabelecer a nova curva foram examinadas seis populações distintas, compreendendo cidades dos Estados Unidos, da Índia e do Brasil, além de países da Europa, Oriente Médio e África. “No nosso país, a cidade gaúcha de Pelotas foi a escolhida por apresentar um conjunto de pequenos habitantes com as características exigidas pelo estudo”, justifica o pediatra Mauro Fisberg, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. “É importante ressaltar que tanto a nova curva, como todas as anteriores, é apenas um referencial. Só o pediatra, durante o acompanhamento clínico, vai saber se a criança está ou não se desenvolvendo a contento”, ressalta Fisberg. O pediatra Ary Lopes Cardoso, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, reforça essa linha de raciocínio: “Mesmo porque, por mais que a meninada de Pelotas tenha preenchido os requisitos necessários, o Brasil apresenta uma diversidade étnica muito grande, que deve ser considerada”.

UMA QUESTÃO HEREDITÁRIA

Não tem jeito. Se a mãe ou o pai for baixo ou se os dois tiverem esse biótipo, dificilmente a criança vai ser alta. “Ainda assim costumo recomendar que se evitem comparações, porque tudo depende do cada caso”, diz o pediatra Ary Lopes Cardoso. A genética, é claro, determina um padrão de crescimento, mas nada é tão simples. “É preciso avaliar se os pais têm baixa estatura por questões hereditárias ou por influência do meio externo”, ressalta o pediatra. Por exemplo: o pai pode apresentar genes de um indivíduo alto, mas ter sofrido uma deficiência nutricional na infância, ficando baixinho. O ambiente conta, sim. E aí, além da alimentação, entram fatores como vacinas, condições socioeconômicas e até o estilo de vida. Hábitos saudáveis influenciam na altura com que alguém ficará na fase adulta.
.Pediatras querem deixar de ser os vilões do desmame precoce
18h19 – 11/10/2003 – UOL Notícias
Por Fernanda Ravagnani
 

SÃO PAULO (Reuters) – Os médicos, e não as mães, são os maiores responsáveis pela interrupção precoce da amamentação exclusiva no Brasil. O diagnóstico é deles, e a vontade de mudar essa realidade explica a lotação do colóquio “Dúvidas do pediatra sobre amamentação”, durante o Congresso Brasileiro de Pediatria, que se encerra neste sábado em São Paulo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês sejam alimentados somente com leite materno durante os 6 primeiros meses de vida, e que a amamentação seja mantida como complemento até os 2 anos de idade. Mas dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil a amamentação exclusiva dura em média apenas 23,4 dias. Em São Paulo, a média é de apenas 9,2 dias.Segundo Hugo Issler, pediatra da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, os médicos são os maiores responsáveis pela introdução de fórmulas (leite em pó) para complementar a amamentação. “Nunca encontrei, em 20 anos de trabalho, um caso em que precisasse complementar (o leite materno)”, disse ele durante o evento. A coisa parece simples, mas na verdade é tão complicada que, em meio a campanhas do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria na Semana da Amamentação, a sala cheia de profissionais bem-intencionados foi inundada por dúvidas que refletiam as das pacientes. Como fazer o bebê dormir à noite? E se o peito fica muito cheio? E o bebê que não chora? E se o bebê não ganha peso alimentado apenas ao seio materno? E se não aceita o leite ordenhado? Pode dar água? E chá? A primeira das conclusões que resultaram desse caldo de dúvidas se resume numa frase: “É normal.” Os pediatras ressaltaram que é preciso mostrar segurança e tranquilidade para garantir às mães que é normal que os bebês chorem e acordem à noite, que é normal que o seio pareça “murcho” às vezes, durante as crises transitórias de lactação, e que uma perda de peso ocasional do bebê não é motivo de desespero.

A recomendação é que, diante de um bebê que não ganha peso ao ser amamentado, o pediatra esgote todas as possibilidades: faça exames tanto na mãe como no bebê para investigar se há infecções, disfunções hormonais ou até síndromes genéticas e metabólicas.

Além disso, ações importantes como o contato do pediatra com a mãe antes do nascimento da criança para orientá-la sobre o assunto e o apoio de grupos de mães também evitam que a amamentação seja interrompida sem necessidade.

Os pediatras precisam mais que tudo ouvir a mãe para entender o que está atrapalhando a amamentação, antes de sair receitando leite em pó, explicou Keiko Miyasaki Teruya, co-diretora do Centro de Lactação de Santos. Fatores como o estresse ou até a depressão pós-parto são difíceis de detectar e podem atrapalhar a produção de leite.

Outras sugestões foram monitorar o peso do bebê com intervalos de pelo menos uma semana, para evitar distorções, e acompanhar a criança em consultas quinzenais, e não mensais, como é praxe, nos três primeiros meses de vida.

Teruya atribuiu os problemas também ao número insuficiente de horas dedicadas ao estudo da amamentação no currículo de formação dos pediatras brasileiros.

DIREITO, NÃO OBRIGAÇÃO

Mas o incentivo à amamentação exclusiva passa longe do patrulhamento e do “terrorismo”. “Não adianta forçar a mãe que não quer amamentar a fazê-lo, porque a criança não ganha peso mesmo assim”, disse Teruya.

“Não podemos fazer propaganda ameaçadora à mãe”, recomendou Issler. De nada adianta aumentar a pressão sobre ela mostrando pesquisas que provam que bebês amamentados exclusivamente são mais inteligentes, por exemplo.

O consenso foi que a amamentação é um direito, e não uma obrigação. Mas os benefícios mais do que comprovados do leite materno valem todo o sacrifício para esclarecer e incentivar as mães a amamentar.

E, para não deixar ninguém curioso, as respostas às dúvidas acima mencionadas foram: para o bebê dormir à noite, pode-se tentar dormir junto com ele, pelo menos nos primeiros meses de vida.

Se o peito fica muito cheio, recomenda-se ordenhar o primeiro leite e congelar, oferecendo ao bebê o leite posterior, mais rico em gordura, e guardando o congelado para os períodos em que a produção naturalmente diminui — como no fim do dia.

Se o bebê não chora, não precisa acordá-lo para mamar — basta acompanhar se ele está crescendo bem. Se não estiver, aí sim é preciso “ser britânico” e despertá-lo a cada três horas.

Para dar o leite ordenhado, é preciso usar um copinho, uma colher ou uma seringa, nunca uma mamadeira. O pediatra deve saber ensinar a fazer isso. E não, não pode dar água nem chá.

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Desnutrição mata 3,5 milhões de crianças por ano, diz estudo

17/01/2008 – BBC

Mais de um terço das mortes de crianças e 11% das doenças que afetam mães e seus filhos ocorrem por desnutrição, apontou uma série de estudos compilada por especialistas internacionais e publicada na última edição da revista médica Lancet.

A pesquisa indica que 3,5 milhões de crianças morrem todos os anos por falta de comida ou por causa de uma alimentação precária, deficiente em vitaminas e minerais essenciais para o crescimento. Um problema que, segundo o estudo, “começa dentro do útero”. O relatório afirma que crianças que não têm alimentação adequada podem ter o crescimento atrofiado e mau desempenho escolar, o que reduziria a sua capacidade de conseguir trabalho, aprofundando ainda mais o ciclo de pobreza.

Os especialistas alertam que o período que vai da gravidez até os dois anos de idade é “crucial para evitar os efeitos irreversíveis da desnutrição”.

Amamentação

“A desnutrição em gestantes ou nos primeiros estágios da vida da criança pode causar um dano irreversível, mesmo se a alimentação melhorar ao longo da infância”, disse Caroline Fall, da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, e uma das pesquisadoras envolvidas no estudo.

O trabalho também sugere que se as mães amamentarem pelo menos até os seis meses de vida do bebê e consumirem alimentos ricos em zinco e vitamina A, o número de óbitos infantis poderia ser reduzido em até 25%.

O pesquisador Zulfiqar Bhutta, do Departamento de Pediatria e Saúde Infantil da Universidade Aga Khan, no Paquistão, estima que 1,4 milhão de crianças morram por falta de amamentação.

Brasil

A série de estudos divulgada na Lancet ainda mostrou que 80% das grávidas e crianças malnutridas estão concentradas em 20 países da África e da Ásia. Sem oferecer dados exatos sobre a América Latina e o Caribe, o relatório aponta que os índices de crianças abaixo do peso e com crescimento atrofiado “caiu consideravelmente” na região entre 1980 e 2005. Sobre o Brasil, a pesquisa comenta que “houve avanços substanciais nos atendimentos básicos de saúde, água e saneamento básico, além de melhorias na educação das mulheres”. “Esses avanços parecem ter ocorrido, apesar de momentos de estagnação econômica e perdas no poder de compra da população, principalmente entre os pobres.” O trabalho acrescenta que “pôr um fim na fome e na desnutrição está entre as prioridades de políticas implementadas no Brasil, Bolívia e Peru”.

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Mamadeira: uma história de percalços

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O museu virtual ‘babybottle’ revela que, ao longo de 400 anos de história, as mamadeiras evoluíram em termos de material e de desing. Na Idade Média, por exemplo, chifres de bovinos com couro macio na extremidade, imitando tetas ou mamilos, eram usados para alimentar bebês. No século 17, recipientes de couro, madeira ou metal eram usados com a mesma finalidade. A maioria destes primeiros objetos de amamentação parecia uma garrafa, com um parafuso na parte superior imitando um mamilo redondo e rígido.
No entanto, os resultados dessas invenções eram freqüentemente desastrosos já que pecavam num aspecto fundamental: a higiene. Como se tratavam de peças inteiriças, não modulares, apenas adaptadas à finalidade da amamentação, elas não contavam com abertura frontal, lateral ou superior. Isso significa que não possibilitavam limpeza interna, comprometendo amplamente a higiene e a saúde das crianças.
Aliado a isso, nos séculos passados, não havia um cuidado com o leite, que era muitas vezes contaminado e muito menos uma noção das necessidades nutricionais dos bebês. Como resultado, havia um altíssimo índice de mortalidade entre crianças com menos de dois anos.
Entre os séculos 18 e 19, surgiu a cerâmica, mas as mamadeiras feitas desse material também eram difíceis de limpar. Esse cenário melhorou um pouco com a invenção de frascos fundidos no mesmo formato. O alimento era derramado na abertura na parte superior e, colocando-se o polegar sobre essa mesma abertura era possível regular o fluxo do leite. A outra extremidade era preenchida com um pedaço pano ou couro de cabra-montesa, sempre preservando a idéia de ‘teta’ amarrada no bocal de vidro.
A principal descoberta da década de 1840 foi a borracha vulcanizada, que servia de bico. O cheiro desse material era muito forte, mas alguns anos depois, foi produzida, em larga escala, uma borracha mais adequada para essa finalidade.
As mamadeiras começaram a ser produzidas em massa, a maioria com forma do banjo, com um tubo interno de vidro unido a uma longa borracha preta, um protetor bucal e um bico de borracha. Como eram muito difíceis de limpar, estes frascos foram condenados abertamente pelos doutores do tempo. Mesmo assim milhares dessas mamadeiras foram vendidas até a década de 1920. Esses modelos possibilitavam que o bebê se alimentasse sozinho.
A grande descoberta que veio a seguir foi o alimentador de duas extremidades, criado por Allen e de Hanbury em 1894. O projeto envolvia um bico em uma extremidade e uma válvula no extremo oposto. Isto permitia um fluxo constante de leite, e principalmente, permitia a limpeza da mamadeira, tornando o objeto um enorme sucesso. Muitos outros projetos similares vieram posteriormente, mas tal era o sucesso do Allenbury, que o modelo 1900 foi sendo aprimorado e vendeu muito bem até os anos 50.
Na década de 50, foi realizada a introdução do popular Pyrex – modelo de mamadeira comprida e estreita, muito parecida com as mamadeiras atuais. Nos EUA, esse modelo estava disponível desde 1920, mas o Mercado britânico só o conheceu em 1960.
De lá pra cá, as mamadeiras ganharam cores, gravuras, tamanhos e formas diferentes, e são feitas de plástico ao invés de vidro. Há modelos disponíveis para todos os bolsos e gostos. Os bicos também são variados, de silicone e borracha.
Seja qual for sua cara, as mamadeiras são muito nocivas às crianças. Elas podem provocar o desmame mãe-bebê, podem ocasionar problemas maxi-bucais, e, no caso de famílias de baixa renda, que não têm acesso à água potável para uma adequada esterilização do produto, podem ocasionar diarréia e desnutrição.
Tamanha é a oferta de mamadeiras e bicos que foi criada uma norma para combater a propaganda abusiva por parte dos fabricantes. Veja mais no site da IBFAN.

Tradução: Sabrina Feldman, jornalista associada ao Matrice.

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O ritual do nascimento

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Quando pensamos no início da vida, nos rituais que acontecem na hora do nascimento, pensamos em quem vai cortar o cordão umbilical e como será o primeiro banho. Mas existe outro ritual que antecede esses, que é o primeiro encontro entre mãe e filho, o primeiro olhar, o primeiro abraço, os primeiros sons, cheiros, carinhos, pele com pele e boca no peito, a primeira mamada.
É na primeira hora depois do nascimento que mãe e filho estão fisicamente mais prontos para enfrentar o início de um nova relação, a relação do leite materno, a relação do bebê agora fora da barriga e finalmente no colo.
No colo, o bebê conhece o rosto da sua mãe, seu olhar e seu carinho. Não permita o uso de colírio antes do seu bebê ter a chance de olhar para você. Questione o uso do colírio.
No colo o bebê sente o cheiro da sua pele e procura instintivamente o seio onde irá receber o colostro, sua primeira imunização. Informe-se sobre as vantagens do colostro como primeiro alimento para seu bebê. Não permita que outro alimento lhe seja dado, além do seu leite, nos primeiros dias de vida.
No colo e no contato pele com pele, o coração do bebê se acalma, sua temperatura se mantêm, sua respiração encontra um ritmo, benefícios que nenhum berço aquecido consegue imitar. O programa mãe-canguru baseia-se no uso do colo com melhor espaço para desenvolvimento de um bebê, prematuro ou não.
O colo na primeira hora é o espaço que mãe e bebê precisam para estabelecer uma amamentação de sucesso. Todas as rotinas com o bebê: lavar, pesar, injeções e medições devem ser evitadas até o bebê mamar ou pelo menos durante a primeira hora. (Recomendação da OMS).

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Você sabia?

• O recém-nascido deve ser amamentado ainda na sala de parto, imediatamente após o nascimento, pois o colostro apresenta proteínas de caráter imunológico, proporcionando a defesa necessária ao bebê.
• O período em que o bebê permanence sem mamar chama-se hiato imunológico, período preocupante, pois a criança está indefesa aos agentes externos, ficando assim suscetível a várias doenças, como a poliomielite, o vírus Coxsakie do gênero dos Enterovírus, a E. coli patogência, as Salmonelas e as Shigellas.
• Amamentar o bebê imediatamente após seu nascimento estimula:
– A produção do leite;
– A contração do útero (reduz o risco de sangramento intenso);
– A eliminação do mecônio (primeira evacuação do bebê).
• Nessa primeira hora de vida, o reflexo de sucção do bebê é mais forte e eficaz e contribui para estabelecer uma “pega” apropriada.
Em 2007, o tema da Semana Mundial de Lactância Materna (Agosto) é “Amamentar na primeira hora salva um milhão de bebês”.

Seu filho está crescendo direito?

Acabou de sair um novo critério para estabelecer valores ideais de altura e peso – a prova dos nove para o pediatra saber se o desenvolvimento da criança está dentro do esperado

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