lacto sensu

… o sentido do leite

.Nossa página de drops agora está aqui!!!  Vamos concentrar todas as curiosidades e notinhas, que a gente vai colecionando aqui e ali, aqui no Lacto Sensu. Afinal, qual é o sentido do leite? Muitos sentidos… rs

Quer saber o sentido do leite cientificamente falando?

Ana Amorim e Pedro em uma festa junina!

Fizemos uma brincadeira na lista virtual de discussão da Matrice: qual é a média de amamentação do grupo?

Nossa querida Ana Amorim juntou todos e dados, como temos mais de 700 associadas nem todas as mães responderam, mas fizemos uma média com as que responderam:

A média de tempo de amamentação exclusiva ficou em 6meses e 6 dias, pouco menos do que a média de idade da introdução alimentar que foi 6 meses e meio. Mas da introdução alimentar às crianças passarem a aceitar a refeição a diferença é bem maior, na média nosso filhos tinham quase 11 meses quando passaram a fazer uma refeição!
A amamentação deixa de ser em LD e o desmame noturno acontece mais ou menos ao mesmo tempo – tendo a média de idade de ambos ficado em 1 ano e 8 meses.
O desmame – 28% das crianças já não mamam mais. A média de idade de desmame destas crianças é de 2anos e 2 meses.
72% ainda mamam e tem média de idade de 1 ano, 11meses e 18 dias.

Comentem!
Beijos!

Anna do Pedro 2a e 8m – cujo tempo de amamentação (ironias do destino)
está rigorosamente na média… haha

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Foto: Tom  da Maria Carol mamando ! Gentilmente cedida para a Matrice!

Imunologia do leite humano: como o aleitamento materno protege os bebês

O leite humano contém muitos elementos que ajudam e protegem as crianças através de uma série de mecanismos biológicos avançados e complexos. Para compreender plenamente o papel do aleitamento materno, é necessário saber como o recém-nascido e a criança chegam a um mundo cheio de micróbios e como o bebê desenvolve seus próprios diminutos mecanismos de defesa em resposta a eles. É importante que o sistema imunológico da mãe ajude o bebê, proporcionando componentes protetores através da placenta e, especialmente, através de seu leite.

(…) Antes do nascimento, o corpo do bebê é estéril e precisa ser colonizado por uma flora bacteriana normal. Esta flora não é uma ameaça, e ajuda a proteger o bebê contra muitas bactérias potencialmente perigosas, competindo com elas pelo espaço e pelos nutrientes. A forma mais eficiente de obter estas bactérias “boas” é através da mãe. É por isso que o bebê, assim como outros mamíferos, nasce perto do ânus da mãe. Além disso, após o parto, haverá uma transferência de bactérias geralmente não nocivas provenientes do ambiente do bebê, especialmente da mãe e da família.

Ao nascer, o sistema imunológico do bebê é muito pequeno, embora bastante completo. Ele se expande como resposta à exposição às bactérias que adquire, e ainda levará algum tempo até o bebê ter plena capacidade para se defender. (…)

Enquanto o sistema de defesa do bebê vai amadurecendo, ele precisa da ajuda da mãe. Esta ajuda vem da placenta e do leite materno. Durante a gravidez, a placenta transmite ao feto os anticorpos chamados imunoglobulinas G (IgG), que vêm do sangue da mãe. O feto tem uma boa quantidade de anticorpos IgG da mãe no momento do nascimento. Estes anticorpos protegem os tecidos e o sangue do bebê.

No entanto, muitas infecções atingem o bebê através das membranas mucosas do trato respiratório e gastrointestinal. O leite materno proporciona muitos fatores protetores para defender essas zonas. Nos últimos anos descobrimos que o leite materno fornece uma protecção eficaz e adaptada bioativamente para as mucosas, através de diversos mecanismos que não causam inflamação. Quando o corpo precisa proteger os tecidos e o sangue de uma infecção, o normal é que inicie complexos mecanismos para detê-la de forma eficiente. Infelizmente, estes mecanismos de defesa causam inflamação dos tecidos, uma vez que muitos leucócitos se deslocam até a zona infectada. Os leucócitos produzem uma série de substâncias bioativas. Estas substâncias bioativas induzem os sintomas da infecção (febre, dor, fadiga, perda de apetite, etc). Também podem causar a destruição de tecidos e um maior consumo de energia.

Ao contrário destes mecanismos de defesa, o leite humano proporciona uma série de componentes que defendem de forma eficiente sem induzir inflamação, sintomas de infecção, dano aos tecidos ou perda de energia. É óbvio que o leite humano fornece uma proteção especificamente adaptada para o recém-nascido e seu rápido crescimento. Um recém-nascido necessita utilizar toda a energia que obtém do alimento para crescer, não para lutar contra infecções. Sabemos agora que o leite humano contém uma série de sinais da mãe para o filho que dirigem ativamente muitas funções no bebê, incluindo a criação de mecanismos de defesa contra infecções. Estes efeitos protectores permanecem por muito tempo depois do fim da amamentação, e incluem uma melhor protecção contra algumas formas de infecção, a melhora de algumas respostas a vacinas, uma possível proteção contra a obesidade e a prevenção da doença celíaca sintomática.

Lars A. Hanson. Immunolobiogy of Human Milk: How Breastfeeding Protects Babies. Pharmasoft Publishing, 2004, pp. ix-x.

http://www.ibreastfeeding.com/pages/lars_hanson.html

Texto traduzido gentilmente pela Patricia Souza!

Breastfeeding

Amamentar pode “alinhar” cérebro da mãe com o do bebê Pesquisa destaca que oferecer o peito à criança pode influenciar na criação de laços afetivos

A maioria das pesquisas sobre amamentação é focada nas vantagens que o leite traz para a saúde do bebê e, mais recentemente, nos benefícios fisiológicos e psicológicos para a mãe. Uma pesquisa recente destaca o mecanismo pelo qual oferecer o peito à criança pode influenciar na criação de laços afetivos: há indícios de que o cérebro da mãe que amamenta é especialmente receptivo aos sinais da criança. A pesquisadora Pilyoung Kim e seus colegas no Centro de Estudos da Criança, da Universidade Yale, usaram ressonância magnética funcional para escanear os cérebros de 20 mulheres expostas à imagem de seus bebês ou ao choro deles. Resultados do estudo feito três semanas depois do parto sugerem que mulheres que amamentam mostram maior excitação das áreas límbicas, do hipotálamo e do mesencéfalo – envolvidas com emoção e motivação – em comparação com mães que ofereciam mamadeira a seus filhos.

Os cientistas acreditam que essa diferença seja marcada pela oxitocina, um hormônio que vem recebendo muita atenção por seu papel nos elos sociais. Amamentar estimula a produção da substância, o que pode aumentar a atenção da mãe para seu bebê. Porém, três ou quatro meses depois do nascimento, a diferença no valor global de atividade cerebral entre voluntárias que amamentaram no peito e as que recorreram à mamadeira era menor. Isso indica que com o tempo a reação da mãe a seu bebê pode depender mais da personalidade, experiência de vida e intensidade emocional da mulher que dos níveis de hormônio.

As áreas mais sensibilizadas do cérebro das “mães de mamadeira” foram outras: a atividade do córtex pré-frontal e outras regiões ligadas a comportamentos sociais e cognitivos aumentaram. Pelo fato de todas as participantes do estudo serem saudáveis e com histórias semelhantes, Kim adverte que padrões específicos de ativação cerebral encontrados neste estudo podem não se generalizar para uma população mais diversa. Os resultados são valiosos, porém, para mães que têm depressão ou problemas causados por fatores ambientais, como a pobreza. A amamentação pode ser um modo de estimular a produção de oxitocina nessas mulheres, favorecendo a relação inicial com seus bebês e, em consequentemente, o desenvolvimento dessas crianças. (matéria extraida do link da revista:  Mente e Cérebro)

Amamentar um bebê distraído

Por Kelly Bonyata, BS, IBCLC Bonyata por Kelly, BS, IBCLC

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Tenho um bebê distraído?

Segura, suga um instante, solta… Segura, suga um instante, solta..  Mama durante um minuto, então desdenha a sorrir a mamãe. Volta a mamar durante um minuto, e sai para ver quem entrou no quarto. Mama um minuto, sai para assistir televisão. E novamente, suga por um momento e, logo, porque o cão estava com a calda em movimento.

Isto é familiar? O bebê começa a mamar  e em seguida se distrai deixa o leite vazar do seu peito, se distrai no seu colo.

Crianças entre dois e seis meses tem uma maior tendência em se distrair  no peito(seja essa distração real ou imaginada) e uma vez distraído esquecem de voltar ao peito. É uma nova fase de desenvolvimento que pode ser mais trabalhosa, esse período se dá entre quatro e cinco meses. Com dois meses, seu bebê será capaz de ver claramente os objetos na sala. Cerca de três meses, começam a ficar mais tempo acordado e se sentem mais interesse em seus arredores. Além disso, está começando a reconhecer que isso é algo que não seja mãe. Tudo isto pode conduzir facilmente a uma distração. Quando o bebê começa ater um conhecimento do resto do mundo, terá dificuldade em concentrar-se somente na amamentação, como anteriormente. À medida que crescem, aprendem a chupar e prestar atenção ao mundo externo, tudo ao mesmo tempo.

Esta distração é também comum em torno dos 8 (oito) e 10 (dez) meses, e podem levar a mãe a acreditar que seu bebê irá desmamar. Se seu bebê tem menos de 1 ano, é muito improvável que queira desmamar, é apenas um temporário desinteresse. É muito raro que um bebê de 1 ano desmame por si mesmo.

O que posso fazer?

Muitas mães acham muito difícil cuidar de um bebê distraído e, por vezes, interpretam essa situação como pessoal: “Eu não quero que minha mãe” ou “não quero mamar no peito da minha mãe”. Essa situação pode ser frustrante. Além disso, nesta fase, que a amamentamos menos vezes e por um tempo menor a nossa produção de leite pode cair, por isso podemos ao final do dia fazer umas mamadas mais longas ou ainda inventar mais mamamdas.

Durante esta fase, o seu bebê vai precisar de um lugar calmo para mamar seu peito, ou ainda mais mamadas durante a noite, podendo assim contornar essas situações de distração.

Ofereça mais mamadas durante a noite nesta fase, não importa em que momento o bebê absorva as calorias que ele precisa para cada período de 24 horas. Um estudo mostrou que os bebês mais velhos podem comer durante a noite, mais que 25% do leite que ingerem diariamente, porque durante o dia foram facilmente distraídos.

Amamentação em um lugar silencioso, escuro e entediante pode ser muito útil. Fale baixo, suavemente, se você tiver que falar. Tente amamentar deitada, aproveitando um cochilo. Cubra o bebê com um lenço, ou colocá-la em uma transportadora para a amamentação. Você também pode ir bem dar-lhe no peito como se deslocam a pé, pode ajudar seu filho a concentrar-se naquilo que você está fazendo. Tente tirar proveito dos momentos em que o seu bebê pode estar mais interessado, por exemplo: quando você só acorda, quando está um pouco sonolento, ou mesmo enquanto dormiam. Observe: se as costas do bebe não tiver totalmente relaxada, pode ser uma indicação de que ele viu ou ouviu alguma coisa no quarto.

Quando relaxado, gentilmente tente persuadi-lo a voltar para o peito algumas vezes antes de parar.

Se o bebê vira e mantenha as costas inclinadas prestando atenção ainda no barulho, em seguida, introduza um dedo entre a boca e a aréola para quebrar a sucção. Você também pode tentar a posição de rugby (invertida), o que permite um melhor controle de sua cabeça, ou encravado em um lenço. Às vezes o bebê pode te morder nessas situações.

Se o bebê não está alimentado o suficiente devido a estas distrações, dê o peito com muita freqüência, mesmo quando não solicitado. E tente recuperar o tempo perdido, dando mais freqüentemente durante a noite o peito. Alguns bebês podem sugar mais em posições diferentes do que eles estão acostumados, ou ainda em posições que eles tem maior controle, por exemplo, de pé, sentados um cavalo para você, etc.

Tradução feita gentilmente pela:Jhady G. Lawe, que participa da lista da Matrice.


A PND de 2006 , uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, que avaliou desnutrição, sobrepeso, amamentação entre outras coisas.
Quatro instituições participaram da pesquisa, duas da Universidade de São Paulo (o Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde da Faculdade de Saúde Pública e o Laboratório de Nutrição do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto); duas da Universidade Estadual de Campinas (o Núcleo de Estudos de População (NEPO) e o Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Ciências Médicas). O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) executou o trabalho de campo.
Foram ouvidas, cerca de 15.000 mulheres de 15 a 49 anos de idade e aproximadamente 5.000 crianças menores de 5 anos, residentes nas cinco macroregiões, incluindo regiões urbana e rural.
O objetivo do PNDS é analisar a fecundidade e intenções reprodutivas; a atividade sexual e anticoncepção; a assistência à gestação e ao parto; a morbidade feminina e o estado nutricional das crianças.
Nesta edição, três novos temas foram acrescentados ao projeto inicial: acesso a medicamentos, a micronutrientes e segurança alimentar nos domicílios. Este último corresponde ao acesso à alimentação em quantidade suficiente e qualidade adequada.
Saúde e Estado Nutricional de Crianças Menores de Cinco Anos
Aleitamento Materno
Embora 96% das crianças menores de 60 meses tenham sido amamentadas alguma vez, a PNDS 2006 mostra que ainda falta muito para se alcançar, no Brasil, o padrão de aleitamento materno recomendado pelos organismos de saúde internacionais e nacionais. Entre as mães entrevistadas, 43% relataram ter amamentado seus filhos na primeira hora após o parto. A prevalência de aleitamento materno exclusivo entre crianças de 0 a 3 meses é ainda baixa (45%), ainda que discretamente mais alta do que na PNDS 1996 (40%). Com relação à faixa etária de 4 a 6 meses, o aleitamento exclusivo caiu para 11% em 2006.
O aleitamento materno complementado ocorreu para 32% na faixa de 0 a 3 meses e 56% entre 4 a 6 meses, em 2006, sendo que 23% estavam completamente desmamadas na faixa de 0 a 3 meses e 33% na faixa de 4 a 6 meses. Nessa última faixa etária, 35% das crianças já consumiam “Comida de Sal”, evidenciando uma dieta inadequada para a idade.

fiocruz-e-noticia

A Pesquisa Nacional sobre Prevalência de Aleitamento Materno no Brasil revela que menos da metade das crianças

entre 9 e 12 meses residentes nas capitais do país é amamentada (Foto: Jornal Livre) 12/08/2008 às 17:06
Notícias

Estudo avalia a amamentação do ponto de vista de crianças da 5ª série
Renata Moehlecke

Quais os conhecimentos, percepções, crenças e vivências de crianças da 5ª série do Ensino Fundamental sobre a prática de aleitamento materno? Essa foi a indagação feita por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul em estudo publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz. A pesquisa envolveu 564 alunos de 30 escolas públicas e particulares em áreas urbanas e rurais do município de Ijuí (RS) e incluiu, pela primeira vez na literatura médica brasileira, a visão de estudantes do sexo masculino.

leia na íntegra no link

23-1

“Use a minha foto, se ajudar”

disse esta mãe no Hospital de Crianças de Islambad.

Foto: UNICEF

“Um bebê morre a cada 30 segundos por causa de uma alimentação artificial nao segura. “

A foto acima ilustra a ocorrencia de uma das fatalidades que ocorrem por causa de uma alimentação com mamadeira mal dada.

Os bebês são gêmeos: o bebê com a mamadeira é menina – ela morreu um dia depois de ter tirado esta foto – mas o irmão dela foi amamentado e sobreviveu. Disseram para a mãe que ela não teria leite suficiente para amamentar os dois filhos, logo ela amamentou o filho e alimentou a filha com mamadeira. Mas é provável que ela conseguisse amamentar os dois, visto que quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz”

fonte: IBFAN

LUTO DA MATRICE

Neste mês de Maio sofremos uma perda. Mais uma vez os interesses, não tão obscuros mas nocivos, da industria do leite sobrepuseram ao interesse da coletividade. Como? Inovaram o mundo jurídico com a Lei nº 11.474, de 2007. O que essa lei faz? O abrandamento dos avisos nas embalagens destes produtos, mostram a tendência da total banalização do aleitamento materno, e o fortalecimento da industria de LEITE!!! Ficando claro que a retirada do rótulo só não se deu porque o nosso querido Código do Consumidor proibe a não informação/alerta!!

Perigo das entrelinhas

por Sabrina Feldman

A medida provisória 350, hoje LEI Nº 11.474, DE 15 DE MAIO DE 2007 , que trata do Programa de Arrendamento Residencial, reserva uma surpresa àqueles que se dispuserem a lê-lo integralmente. É que deputados ligados a produtores de leite conseguiram “escamotear” um artigo que trata de mudanças nas embalagens de leite. Pela lei antiga, LEI Nº 11.265, DE 3 DE JANEIRO DE 2006, os rótulos das embalagens de leite e de bebidas lácteas deveriam trazer uma advertência do Ministério conforme o tipo de produto: “O Ministério da Saúde informa: o aleitamento materno evita infecções e alergias e é recomendado até os 2 (dois) anos de idade ou mais” ou “O Ministério da Saúde informa: após os 6 (seis) meses de idade continue amamentando seu filho e ofereça novos alimentos”.

O artigo “plantado” da Lei prevê que as advertências do ministério sejam substituídas por um simples aviso e em local menos visível. Em vez de “o Ministério da Saúde adverte” constaria “aviso importante”.

Os deputados concluíram a votação da MP na sessão na quinta-feira, 19 de maio, derrubando as emendas feitas pelos senadores à proposta, que vetava a inclusão do artigo. A medida seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido PSOL anunciou que entrará com mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da votação na Câmara da medida provisória 350.

Os desdobramentos dessa manobra política são evidentes. Há um esforço desmedido para que os produtores de leite obtenham mais lucro e para que os produtos lácteos destinados às crianças sejam cada vez mais consumidos, contrariando as recomendações sobre o aleitamento materno.

E não é só no Planalto que existem forças a favor dos NANs, NINHOs e por aí vai… Em um carta endereçada à revista Cláudia em 2006, Fernanda Young questiona os benefícios do amamentação e faz uma aberta apologia aos leites artificiais, argumentando que as crianças de hoje em dia são muito “modernas” e que mamar no peito é ultrapassado.

Vale lembrar que inúmeras pesquisas comprovam que a criança amamentada no seio até, pelo menos os primeiros 6 meses de vida e, na melhor das hipóteses, até dois anos ou mais, tem menos risco de adquirir diabetes, pneumonia e otites. Estudos também mostram que as mulheres que amamentam podem ter um risco menor de câncer de mama e ovário. Além disso, o leite materno é grátis, seguro e protege contra infecções.

A IBFAN (Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – Internacional Baby Food Actions Network), rede que trabalha para a melhoria da nutrição e saúde infantis (http://www.ibfan.org.br/), atua também para sensibilizar as autoridades internacionais (especialmente OMS e UNICEF) e nacionais quanto à implementação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e das Resoluções e ele relacionadas.

Em seu site, a rede faz um alerta assustador: Segundo o UNICEF, “Invertendo o declínio da amamentação, 1,5 milhão de vidas poderiam ser salvas por ano”, já que a cada 30 segundos ocorre uma morte infantil desnecessária, vítimas de diarréia, desidratação e má-nutrição, resultado de uma alimentação mal feita com mamadeira. Segundo a IBFAN, a água misturada com leite infantil em pó é, às vezes, perigosa, podendo iniciar infecções que causam diarréia.

Para evitar o aumento descontrolado do consumo de leite aritificial por crianças e bebês, em 1981, a Assembléia Mundial da Saúde adotou o Código Internacional de Mercadização de Substitutos do Leite Materno. A Assembléia é o corpo que determina as políticas da Organização Mundial da Saúde.

O Código Internacional procura proteger todas as mães e todos os bebês contra práticas de mercadização inapropriadas por companhias de leite infantil e produtos ligados a ele. Ele proíbe toda promoção de substitutos do leite materno, mamadeiras e bicos, e procura conseguir que todas as mães recebam informações exatas de profissionais de saúde. Resoluções posteriores da Assembléia Mundial da Saúde clarificam e aumentam o Código Internacional.

A saber, é proibido para Companhias de Alimentos Infantis:

* Fornecer gratuitamente leite infantil aos hospitais;

* Promover os seus produtos ao público ou aos profissionais de saúde;

* Colocar fotos ou desenhos de bebês sobre os rótulos de leite infantil, mamadeiras e bicos;

* Dar brindes ou presentes às mães ou aos profissionais de saúde;

* Dar amostras aos pais; * Promover alimentos infantis e bebidas destinados a bebês abaixo de 6 meses.

* Os rótulos devem ser escritos em um idioma entendido pela mãe e devem incluir um aviso de saúde proeminente.

A IBFAN também possibilita que mães de todo o mundo façam denúncias que contrariem o Código Internacional de Mercadização de Substitutos do Leite Materno.

Para isso, devemos todas ficar atentas quando formos ao supermercado, à farmácia da esquina e até em algum centro de saúde. Para mais informações, acesse: http://www.ibfan.org/site2005/Pages/article.php?iui=5&art_id=305&articulo_id=645

Um abraço, Equipe Matrice

TEXTO DE:

Sabrina Feldman jornalista e lactivista, associada da Matrice

link para informações sobre a MP350:

http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2007/abr/19/360.htm

http://www.babymilkaction.org/CEM/cemapril07.html

link para fernanda young

http://claudia.abril.com.br/edicoes/537/aberto/atualidades_gente/conteudo_158241.shtml

link para página Ibfan de como as maes podem ajudar no monitoramento

http://www.ibfan.org/site2005/Pages/article.php?iui=5&art_id=305&articulo_id=645 5/31/2007 09:03:48 PM

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