Falando de “leite fraco” e do mercado que se abriu com essa falácia…

16 outubro 2011

O blog da designer, professora e pesquisadora Cristine Nogueira publicou um post falando sobre como começou a falsa noção de “leite fraco” na nossa sociedade contemporânea, respondendo a uma necessidade de símbolo de modernidade da nova sociedade burguesa que estava se instalando, em conluio com a empresa suiça N*$tl*, que se estabeleceu aqui nos anos 1920.

O blog mostra 2 imagens de campanhas promocionais antigas, onde podemos ver o início da parceria espúria entre a indústria e a classe médica, e mostra também uma propaganda atual, onde a  N*$tl* faz campanha para a nossa Sociedade de Pediatria —  e então percebemos que nossa luta em prol do aleitamento materno é um embate sério e difícil.

Não podemos relaxar nem um milímetro em nossa posição radical de não aceitar fazer nenhum tipo de ação patrocinada por empresas que não promovam verdadeiramente o aleitamento materno. Quem aceita esse tipo de patrocínio está, em última análise, prejudicando o aleitamento materno. Pense nisso!


apoio às obstetrizes!

25 março 2011

Mulherada!

Está na hora de a gente mostrar que está cansada de ter nosso corpo, nosso parto e o momento do nascimento de nossos filhos roubados…
Cabe a nós decidirmos que exames vamos fazer, e saber o porque…
Cabe a nós decidirmos quando e como iremos engravidar…
Em que posições queremos ficar, a quais procedimentos vamos nos submeter e saber o porque!
Queremos profissionais que não nos julguem pelas nossas atitudes e que pacientemente expliquem o que nos diz respeito.
Que esperem pela nossa hora de parir, o tempo que precisar, com segurança.
Que nos enxerguem como um ser único, que não hajam por conta de um protocolo, de uma rotina…
Que não tenham pressa, que reconheçam a transcendência do nascimento de um ser humano, de uma mulher como mãe, de um homem como pai e de uma família.
Amanhã, sábado (26 de março), vamos apoiar a formação de obstetrizes pela USP, no vão livre do Masp, às 10h.
Esse curso é único no Brasil e está ameaçado de extinção, forma profissionais especializados na assistência à mulher na gravidez, parto e pós-parto, no modelo seguido pelos países (Inglaterra, Canadá, Alemanha, entre muitos outros) onde a mulher é respeitada e onde encontramos as menores taxas de mortalidade materna e infantis.
Natalia Rea Monteiro, doula

Amanhã de manhã, com a participação da MATRICE,
estudantes, mães, gestantes, casais grávidos, mulheres, homens e crianças
ocuparão o vão central do MASP, na avenida Paulista, para manifestar seu apoio ao curso de Obstetrícia da USP Leste, que está sob ameaça de fechamento pela
administração da Universidade de São Paulo.

De acordo com a OMS, a Obstetriz com formação de nível superior representa boa
estratégia para promover atenção adequada ao parto e nascimento. Essa
profissional é capacitada para prestar assistência a gestações e partos de baixo risco e é bastante
solicitada em muitos países desenvolvidos. No Brasil, seu papel é ainda mais relevante, diante das elevadas taxas de morbi-mortalidade materna e neonatal.

Fechar o curso de Obstetrícia é um retrocesso e constitui desrespeito a toda a sociedade, na medida em que representa a manutenção do atual sistema de assistência, que apresenta elevada cobertura hospitalar, porém, resultados perinatais insatisfatórios.

Nesse sentido, a MATRICE, formada por mulheres usuárias do sistema de saúde no Brasil, diante do quadro alarmante de abuso de cesáreas e da assistência
desumanizada ao parto, acredita que a Obstetriz é a profissional adequada para realizar a assistência à gestação, ao parto e ao nascimento de baixo risco. Assim, a formação de Obstetrizes é uma inovação, no caminho da melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal de nosso país.

SERVICO
Manifestação pela manutenção do curso de Obstetrícia da USP Leste
Local: Vão central do MASP, Avenida Paulista, São Paulo-SP
Data: 26 de março, sábado
Horário: 10h da manhã
Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090 / Deborah Delage (11) 9201-5245


parto – nós apoiamos!

12 dezembro 2010


Dia da Consciência Negra – e leite materno!

21 novembro 2010

Fotos tiradas no Museu AfroBrasil, no Parque do Ibirapuera/SP (e que vale muito visitar!).


sling permitiu nossa evolução! alguém ainda duvida?…

1 novembro 2010

Darwin estava certo ao dizer que nós evoluímos a partir de criaturas simples. Mas ele estava errado, a meu ver, sobre as causas. De certa forma, nós não nos tornamos naturalmente inteligentes o bastante para inventar a tecnologia da qual dependemos. Em vez disso, a tecnologia nos fez evoluir.

O início da era tecnológica há 2,5 milhões de anos é marcado arqueologicamente pelo primeiro artefato de pedra lascada. Depois disso, o processo de seleção natural e sobrevivência do mais forte foi prejudicado; humanos inteligentes com armas podiam matar animais mais fortes que eles. O fato de nossos ancestrais evolutivos terem começado bem longe do topo da cadeia alimentar é ilustrado pelo fóssil da criança Taung, os restos de um hominídio criança que, há cerca de 2,6 milhões de anos, foi provavelmente estripado e carregado por uma águia. Como esses ancestrais passaram de símios à civilização, descartando seus caninos massivos e imensa massa muscular, sobrevivendo num ambiente hostil?

A resposta é uma nova e radical tecnologia: o “baby sling”, ou carregador de bebê, uma solução bem mais inteligente para carregar bebês do que levá-los nos braços. Isso, eu concluí, permitiu uma expansão radical no tamanho do cérebro de nossos ancestrais, que começou há cerca de 2 milhões de anos.

O uso de ferramentas de pedra, antes disso, já havia conferido alguma vantagem intelectual a nossos ancestrais, reduzindo a necessidade de força física e permitindo que mais energia fosse usada no desenvolvimento da inteligência. Mas andar sobre duas pernas – que liberou as mãos dos primeiros hominídeos – também teve um efeito contraditório sobre o desenvolvimento humano, porque isso exigia uma pélvis mais estreita para agir como uma plataforma estável para a coluna vertebral ereta. Isso, por sua vez, estabeleceu um limite máximo para o tamanho da cabeça no nascimento. Então todo tipo de inteligência interativa – a habilidade com as mãos – foi encorajada, e qualquer expansão relacionada à expansão do cérebro apresentava um grande problema.

Darwin argumentou que as fêmeas teriam valorizado parceiros mais inteligentes, impulsionando a ascensão do macaco ao Homo através da seleção sexual. Mas as fêmeas provavelmente experimentavam partos cada vez mais perigosos (por causa das demandas conflitantes de uma pélvis menor e das cabeças maiores dos bebês). Em termos evolucionários, o cérebro humano é uma desvantagem: uma característica com muitos custos, vulnerável e ineficiente energeticamente.

O fato de nossos ancestrais passarem a andar sobre duas pernas tornou mais difícil para os bebês se agarrarem a suas mães – assim como o fato de que provavelmente eles tinham bem menos pelos no corpo do que seus ancestrais parecidos com macacos – então a pressão sobre os primeiros bípedes para encontrar uma solução para carregar os bebês deve ter sido intensa. Usar um “carregador” é um conceito compreensível para chimpanzés, mas é necessário um pouco mais de inteligência do que eles têm – ou um golpe de sorte – para inventá-lo. É provável que os “slings”, tanto para lançar projéteis quanto para carregar bebês, tenham sido inventados no período das primeiras tecnologias da idade da pedra – o que significa que eles são anteriores (e provavelmente permitiram) a emergência de cérebros maiores que caracterizaram a aparição do gênero humano, Homo. Sabemos, afinal de contas, que as rochas eram usadas para cortar carne há 3,2 milhões de anos, e que há 2,6 milhões de anos elas foram deliberadamente moldadas na forma de ferramentas em vez de simplesmente coletadas para o uso. Isso assinala não só o início da criação de ferramentas de acordo com desenhos padrão para propósitos específicos, mas também a “sucessão” em que a tecnologia se torna interligada, com a fabricação de uma ferramenta para criar outra.

As implicações da tecnologia do “sling” são imensas. Os slings permitem que o estágio fetal seja estendido depois do nascimento – como com os marsupiais como os cangurus – permitindo que o cérebro continue se expandindo fora do útero, e num ambiente cada vez mais cultural. Depois disso, o rápido desenvolvimento da tecnologia para os primeiros humanos pode bem ter sido impulsionado por uma competição agressiva entre diferentes grupos que utilizadores de tecnologias.

Em termos de cérebro humano, o ápice aconteceu há cerca de 40 mil anos. A pressão sobre o órgão existiu desde que começamos a expressar a inteligência sob forma de linguagem, escrita e, agora, máquinas. Hoje, nossa tecnologia está se tornando tão sofisticada que o que emergirá no futuro pode nem mais ser controlado por nosso própria vontade.

Isso pode ser uma boa coisa. São os efeitos inesperados da tecnologia que costumam ter o maior potencial. De fato, a própria ideia de nossa humanidade existir em oposição à nossa tecnologia é errada. Como o filósofo John Gray argumentou certa vez: “Pode ser que a maior semelhança entre os humanos e as máquinas que eles estão inventando agora esteja em sua capacidade para a consciência”. A tecnologia tem a capacidade de ignorar o tempo e durar indefinidamente na forma física. Ela também pode destruir nosso planeta. Mas não há uma solução de volta à natureza. Nunca houve uma para o macaco artificial.

*Timothy Taylor é autor de “The Artificial Ape”

Tradução: Eloise De Vylder
Texto reproduzido integralmente daqui.

 


Extra, extra!!

26 janeiro 2008

Logo mais, às 14h, roda de conversa sobre amamentação aqui no Centro de Eventos São Luis, dentro do Sábado-Feira. Nós já estamos aqui!
Venham todos!!

Serviço:

Local – Rua Luis Coelho, 323, próx. av. Paulista
Horário – das 9h até as 18h
Roda de conversa Matrice – 14h


Desnutrição mata 3,5 milhões de crianças por ano, diz estudo

17 janeiro 2008
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17/01/2008 – BBC

Mais de um terço das mortes de crianças e 11% das doenças que afetam mães e seus filhos ocorrem por desnutrição, apontou uma série de estudos compilada por especialistas internacionais e publicada na última edição da revista médica Lancet. (…) Um problema que, segundo o estudo, “começa dentro do útero”.

Veja a matéria inteira reproduzida na nossa página drops! Ou visite o link original da notícia aqui.