SMAM 2010 – Sexualidade e maternidade recente

3 agosto 2010

Sabemos que o corpo demora a se reacomodar depois da gravidez e do parto… mas acreditamos que logo tudo voltará a “ser como antes”.  A maior surpresa surge quando o desejo sexual não aparece como estávamos acostumadas. (…)  Tomamos a decisão intelectual de responder às demandas lógicas do companheiro, de satisfazê-lo e de reencontrá-lo. Mas não funciona (…)   Acredito que existe uma luta cultural entre o que todos acreditam que é certo e o que acontece conosco. (…)  Todas as mulheres desejam abraços prolongados, beijos apaixonados, massagens nas costas, conversas, olhares, calor e disponibilidade do homem (…) Nessas ocasiões, desconfiamos que o sexo é sagrado e sensual: acontece quando uma brisa percorre o corpo físico, produzida por um beijo, uma palavra de amor, uma piada, um olhar cheio de desejo (…)

Texto completo em pdf: sexualidade e maternidade recente

Laura Gutman é terapeuta e escritora argentina, estudiosa dessa relação mãe-bebê-pai e demais temas relacionados. Seus textos são muito interessantes e tivemos sua autorização para traduzir e distribuir um deles, intitulado “Sexualidad y maternidad reciente” no ENAM – Santos, em junho úlitmo. Clique no link acima e leia a íntegra do texto em português, com tradução da querida Ana Patricia de Moura e Souza. Boa leitura!

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Mãe e filho mamando!

5 julho 2009

A Thais Sato,  do blog Vida Verde que esta na lista da Matrice também,  mandou essa foto para colocar no blog da Matrice. Esse é Zé seu filho de 2 anos que mama. Segundo a Thais, Zé esta com um peito na boca  e outro na mão!

joao mamano na thais julho 2008

Eu amo ver fotinhos de “bebês” grandes mamando!  Lógico que esta relacionado com o fato da minha filha ainda mamar. É tão, mas tão gostoso amamentar “bebê” grande. EU AMO!
Vcs tem fotinhas? Mande para o nosso email:grupomatrice@gmail.com com o contexto da foto e a autorização para a publicação, ok?

Um domingo  cheio de leite a todas!


Matrice por ai

3 julho 2009

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Muitas de nós Matrices temos nossos blogs pessoais. Esses blogs pessoais nos ajudam a desabafar um pouco a loucura do dia a dia.

A Roselene que é uma matrice muito antiga, embora muitas vezes suma, escreveu um lindo texto e gostaríamos de recomendar a leitura. O texto faz uma reflexão  apaixonada  sobre amamentação, parto e todas as questões que envolvem uma Maternidade Ativa! A leitura pode esquentar essa sexta feira fria. Clique aqui e confira. Descubra o porquê da figura da maça!

Não esqueçam que hoje temos reunião na Matrice as 13:30. Vamos nos esquentar!


FELIZ DIA DAS MAES

10 maio 2009

maes

“Peitos fartos, filhos fortes

Sonho semeando o mundo real

 Toda gente cabe lá

Palestina, Shangri-lá”

Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Para nós estes versos são muito significativos. Pois o trabalho da Matrice é semear o para um mundo  um mundo real onde caibam mais peitos fartos e filhos fortes. Desejamos de coração e de  peito um FELIZ DIA DAS MAES a todas. E não se esquecam que amamentar é também dar o peito.

Também aproveitamos a oportunidade para convidá-las a participar do sorteio de dia das mães do blog das mamíferas. Hoje especialmente elas estão sorteando um amarradinho da Matrice. Corram lá e participem!

imagem aqui

 


depoimento espontâneo

27 abril 2009

Matrices!

Com uma semana de atraso mando meus agradecimentos comovidos pra esse grupo tão sensacional.
Por contar com o apoio de vocês pude segurar a onda no hospital, quando fizeram a maior chantagem emocional pra darem complemento pro meu filho.
Sabia que vocês me ajudariam se tivesse problemas pra amamentar, e pela convivência com as Maternas sabia da extrema importância do LM pro meu filhote, pra mim e pra nossa relação.
No dia 18 completamos 6 meses de amamentação exclusiva!!! !! E agora estamos nos divertindo na introdução da comidinha 🙂
Muito, muito obrigada!!!!
beijos mais que felizes,
Bianca, do Lucas

depoimento recebido na nossa lista de discussão, totalmente espontâneo, e que reforça a certeza de que é se apoiando e trocando experiências que a gente consegue os melhores resultados!


APRENDER A SER PAIS

11 abril 2009

aprendendo-a-ser-pais

Quando decidimos ter filhos sentimos muitas esperanças e muita ilusão, imaginando a maravilha e o milagre que é trazer ao mundo um novo ser. Frequentemente pensamos que sabemos tudo o que é necessário e que podemos confiar em nossos instintos. Este sentimento de que tudo será perfeito é comum à maioria dos pais de primeira viagem. Também é certo que logo nos sentimos muito ansiosos pela responsabilidade, pelo desajeito, por nos sentirmos incapazes de compreender o que acontece com este ser tão pequeno quando a única coisa que ele sabe fazer é chorar, quando algo o incomoda. Desejamos que o tempo passe e que o bebê já comece a falar para que possa comunicar o que lhe dói e o que necessita. Quando a criança já cresceu um pouco, e surgem outras dificuldades, novamente pensamos que quando cresça um pouco mais tudo será mais fácil. E assim seguimos, esperando que chegue o momento em que não nos angustiemos com nosso filho.

Mas a experiência demonstra que o filho será nosso filho até o fim de nossos dias, e seguiremos com as angústias e incapacidades porque não fomos educados nem treinados para ser mãe e pai. Nos vemos sem ferramentas para essa grande tarefa e nos cabe improvisar, inventar e aprender a ser pais. Nos esquecemos de como nos sentíamos quando fomos crianças e trazemos dentro de nós mesmos sistemas de idéias e crenças com as quais queremos nos impor como autoridade frente aos filhos.

Muitas vezes, nós pais nos esquecemos de observar aos filhos com cuidado e descobrir a magia da comunicação através de uma escuta atenta, do carinho, do olhar nos olhos, vendo a profundidade do ser, reconhecendo quão diferente é essa pessoa que temos diante de nós, apesar de ser nosso próprio filho. Os filhos necessitam perceber e sentir que durante a infância os pais estão presentes vendo suas necessidades, sendo capazes de cuidá-los e guiá-los enquanto não sabem para onde ir. Sabendo também que “o autoritarismo esmaga e a permissividade afoga”. Os filhos necessitam de uma atitude firme e respeitosa que lhes permita confiar na capacidade de seus pais para dirigir suas vidas enquanto são pequenos. Os pais caminham adiante os orientando, mas não carregando os filhos em suas costas e sendo escravos de seus desejos.

Às vezes escolhemos a opção de sermos muito permissivos, esquecendo-nos de colocar limites e dar referências claras, pensamos que o melhor é ser “amigo” do filho, imaginando que assim estaremos mais perto dele. E na verdade o filho necessita de uma mãe e de um pai como referências claras que lhe dêem apoio e que lhe confrontem com a realidade. Amigos ele já encontrará na vida por si mesmo. Na nova geração de pais, com o desejo de não repetir os erros e abusos de seus progenitores, alguns são muito compreensivos com seus filhos e lhes dedicam toda sua atenção, porém ao mesmo tempo se mostram fracos e inseguros para ocupar a posição hierárquica que lhes corresponde, incapazes de respeitar-se a si mesmos e de fazer valer suas necessidades frente aos desejos dos filhos.

Outros pais, envolvidos demais com suas profissões e seu trabalho não têm tempo para os filhos, são pais ausentes que tentam compensar essa falta de presença e atenção com presentes, dinheiro e um excesso de permissividade. Os filhos crescem com muita solidão e liberdade, porém com falta de referências e de contato afetivo e humano. As dificuldades na relação com os filhos, às vezes, tem a ver com sentimentos ocultos, não expressados nem reconhecidos, com falhas de comunicação entre o casal e com mensagens contraditórias que a mãe e o pai dão aos filhos. O pai e a mãe terão que perceber quão importante é a unanimidade de critérios dentro do casal frente aos filhos para que estes possam crescer equilibrados e confiantes. Por isso, mães e pais necessitam ter espaços de reflexão para explorar as dificuldades e encontrar alternativas para exercer uma maternidade e uma paternidade desde o coração, apoiados por uma razão flexível e ampla, buscando transformar o lar em um lugar aonde o filho possa sentir-se amado, compreendido e com possibilidades de desenvolver seu potencial. Os pais necessitam ver suas limitações, desconectar-se da culpa e conectar-se consigo e com sua capacidade amorosa e respeitosa frente aos filhos. A experiência nos tem demonstrado o quanto os pais estão buscando formas de comunicar-se com seus filhos, porém se perdem em seus próprios sistemas de idéias pré-concebidas desde sua família de origem.

Eles crescem com muitos ideais e esperanças de formar sua família com bases diferentes (em geral opostas) daquilo que viveram em sua infância e adolescência. Percebem muito rapidamente suas limitações e incapacidades, ainda que tentando manter o papel de pais. Se perdem com frequência justamente quando repetem (consciente ou inconscientemente) aquilo mesmo que lhes havia tolhido a espontaneidade e expressividade genuína em seu próprio desenvolvimento. Essa cadeia se perpetua de alguma forma de geração em geração. Estamos em um momento crítico a nível mundial, em que o poder de poucos gera violência, tensão, desconexão, impotência e isolamento na maior parte da humanidade. Para que nossos filhos tenham a possibilidade de romper esse “status quo” é muito importante que nós, como pais, possamos questionar nossos valores e idéias condicionadas, permitindo-nos abrir o coração com humildade e sinceridade, dando assim o exemplo que as crianças e jovens de hoje necessitam para crescer conectados com a força e verdade intrínseca que lhes permita transformar a atual realidade destrutiva.

Além da relação entre pais e filhos ocorre um fator cada vez mais frequente que é a separação dos pais, estes constituindo outras famílias. Essa situação influi muito no desenvolvimento dos filhos, pois a separação dos pais já é em si mesma algo que provoca muitas dificuldades para todos envolvidos. Por um lado estão os pais com seus conflitos, gerando mensagens contraditórias aos filhos, por outro lado a culpa e o desejo de compensá-los gera confusão em muitos níveis. Quando entram novos parceiros e novos filhos (seja do novo companheiro ou meio-irmãos) as crianças (e/ou adolescentes) da família original necessitam adaptar-se à nova situação, e raramente têm espaço, tempo ou capacidade de compreender a enorme gama de emoções que aparecem. Se vêem obrigados a viver a nova situação, gerando uma avalanche de problemas e dificuldades que, geralmente, não são levados em conta, a não ser superficialmente ou apenas em torno aos sintomas que surgem. O tema da relação pais e filhos é complexo e ao mesmo tempo fundamental para que a nova geração encontre possibilidades reais de transformação e evolução.

Suzana Stroke (transcrição da introdução de um workshop para pais em Interser Gestalt, Madrid, 2006

imagem aqui


novo encontro!

11 março 2009

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