FELIZ DIA DAS MAES

10 maio 2009

maes

“Peitos fartos, filhos fortes

Sonho semeando o mundo real

 Toda gente cabe lá

Palestina, Shangri-lá”

Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Para nós estes versos são muito significativos. Pois o trabalho da Matrice é semear o para um mundo  um mundo real onde caibam mais peitos fartos e filhos fortes. Desejamos de coração e de  peito um FELIZ DIA DAS MAES a todas. E não se esquecam que amamentar é também dar o peito.

Também aproveitamos a oportunidade para convidá-las a participar do sorteio de dia das mães do blog das mamíferas. Hoje especialmente elas estão sorteando um amarradinho da Matrice. Corram lá e participem!

imagem aqui

 


depoimento espontâneo

27 abril 2009

Matrices!

Com uma semana de atraso mando meus agradecimentos comovidos pra esse grupo tão sensacional.
Por contar com o apoio de vocês pude segurar a onda no hospital, quando fizeram a maior chantagem emocional pra darem complemento pro meu filho.
Sabia que vocês me ajudariam se tivesse problemas pra amamentar, e pela convivência com as Maternas sabia da extrema importância do LM pro meu filhote, pra mim e pra nossa relação.
No dia 18 completamos 6 meses de amamentação exclusiva!!! !! E agora estamos nos divertindo na introdução da comidinha 🙂
Muito, muito obrigada!!!!
beijos mais que felizes,
Bianca, do Lucas

depoimento recebido na nossa lista de discussão, totalmente espontâneo, e que reforça a certeza de que é se apoiando e trocando experiências que a gente consegue os melhores resultados!


APRENDER A SER PAIS

11 abril 2009

aprendendo-a-ser-pais

Quando decidimos ter filhos sentimos muitas esperanças e muita ilusão, imaginando a maravilha e o milagre que é trazer ao mundo um novo ser. Frequentemente pensamos que sabemos tudo o que é necessário e que podemos confiar em nossos instintos. Este sentimento de que tudo será perfeito é comum à maioria dos pais de primeira viagem. Também é certo que logo nos sentimos muito ansiosos pela responsabilidade, pelo desajeito, por nos sentirmos incapazes de compreender o que acontece com este ser tão pequeno quando a única coisa que ele sabe fazer é chorar, quando algo o incomoda. Desejamos que o tempo passe e que o bebê já comece a falar para que possa comunicar o que lhe dói e o que necessita. Quando a criança já cresceu um pouco, e surgem outras dificuldades, novamente pensamos que quando cresça um pouco mais tudo será mais fácil. E assim seguimos, esperando que chegue o momento em que não nos angustiemos com nosso filho.

Mas a experiência demonstra que o filho será nosso filho até o fim de nossos dias, e seguiremos com as angústias e incapacidades porque não fomos educados nem treinados para ser mãe e pai. Nos vemos sem ferramentas para essa grande tarefa e nos cabe improvisar, inventar e aprender a ser pais. Nos esquecemos de como nos sentíamos quando fomos crianças e trazemos dentro de nós mesmos sistemas de idéias e crenças com as quais queremos nos impor como autoridade frente aos filhos.

Muitas vezes, nós pais nos esquecemos de observar aos filhos com cuidado e descobrir a magia da comunicação através de uma escuta atenta, do carinho, do olhar nos olhos, vendo a profundidade do ser, reconhecendo quão diferente é essa pessoa que temos diante de nós, apesar de ser nosso próprio filho. Os filhos necessitam perceber e sentir que durante a infância os pais estão presentes vendo suas necessidades, sendo capazes de cuidá-los e guiá-los enquanto não sabem para onde ir. Sabendo também que “o autoritarismo esmaga e a permissividade afoga”. Os filhos necessitam de uma atitude firme e respeitosa que lhes permita confiar na capacidade de seus pais para dirigir suas vidas enquanto são pequenos. Os pais caminham adiante os orientando, mas não carregando os filhos em suas costas e sendo escravos de seus desejos.

Às vezes escolhemos a opção de sermos muito permissivos, esquecendo-nos de colocar limites e dar referências claras, pensamos que o melhor é ser “amigo” do filho, imaginando que assim estaremos mais perto dele. E na verdade o filho necessita de uma mãe e de um pai como referências claras que lhe dêem apoio e que lhe confrontem com a realidade. Amigos ele já encontrará na vida por si mesmo. Na nova geração de pais, com o desejo de não repetir os erros e abusos de seus progenitores, alguns são muito compreensivos com seus filhos e lhes dedicam toda sua atenção, porém ao mesmo tempo se mostram fracos e inseguros para ocupar a posição hierárquica que lhes corresponde, incapazes de respeitar-se a si mesmos e de fazer valer suas necessidades frente aos desejos dos filhos.

Outros pais, envolvidos demais com suas profissões e seu trabalho não têm tempo para os filhos, são pais ausentes que tentam compensar essa falta de presença e atenção com presentes, dinheiro e um excesso de permissividade. Os filhos crescem com muita solidão e liberdade, porém com falta de referências e de contato afetivo e humano. As dificuldades na relação com os filhos, às vezes, tem a ver com sentimentos ocultos, não expressados nem reconhecidos, com falhas de comunicação entre o casal e com mensagens contraditórias que a mãe e o pai dão aos filhos. O pai e a mãe terão que perceber quão importante é a unanimidade de critérios dentro do casal frente aos filhos para que estes possam crescer equilibrados e confiantes. Por isso, mães e pais necessitam ter espaços de reflexão para explorar as dificuldades e encontrar alternativas para exercer uma maternidade e uma paternidade desde o coração, apoiados por uma razão flexível e ampla, buscando transformar o lar em um lugar aonde o filho possa sentir-se amado, compreendido e com possibilidades de desenvolver seu potencial. Os pais necessitam ver suas limitações, desconectar-se da culpa e conectar-se consigo e com sua capacidade amorosa e respeitosa frente aos filhos. A experiência nos tem demonstrado o quanto os pais estão buscando formas de comunicar-se com seus filhos, porém se perdem em seus próprios sistemas de idéias pré-concebidas desde sua família de origem.

Eles crescem com muitos ideais e esperanças de formar sua família com bases diferentes (em geral opostas) daquilo que viveram em sua infância e adolescência. Percebem muito rapidamente suas limitações e incapacidades, ainda que tentando manter o papel de pais. Se perdem com frequência justamente quando repetem (consciente ou inconscientemente) aquilo mesmo que lhes havia tolhido a espontaneidade e expressividade genuína em seu próprio desenvolvimento. Essa cadeia se perpetua de alguma forma de geração em geração. Estamos em um momento crítico a nível mundial, em que o poder de poucos gera violência, tensão, desconexão, impotência e isolamento na maior parte da humanidade. Para que nossos filhos tenham a possibilidade de romper esse “status quo” é muito importante que nós, como pais, possamos questionar nossos valores e idéias condicionadas, permitindo-nos abrir o coração com humildade e sinceridade, dando assim o exemplo que as crianças e jovens de hoje necessitam para crescer conectados com a força e verdade intrínseca que lhes permita transformar a atual realidade destrutiva.

Além da relação entre pais e filhos ocorre um fator cada vez mais frequente que é a separação dos pais, estes constituindo outras famílias. Essa situação influi muito no desenvolvimento dos filhos, pois a separação dos pais já é em si mesma algo que provoca muitas dificuldades para todos envolvidos. Por um lado estão os pais com seus conflitos, gerando mensagens contraditórias aos filhos, por outro lado a culpa e o desejo de compensá-los gera confusão em muitos níveis. Quando entram novos parceiros e novos filhos (seja do novo companheiro ou meio-irmãos) as crianças (e/ou adolescentes) da família original necessitam adaptar-se à nova situação, e raramente têm espaço, tempo ou capacidade de compreender a enorme gama de emoções que aparecem. Se vêem obrigados a viver a nova situação, gerando uma avalanche de problemas e dificuldades que, geralmente, não são levados em conta, a não ser superficialmente ou apenas em torno aos sintomas que surgem. O tema da relação pais e filhos é complexo e ao mesmo tempo fundamental para que a nova geração encontre possibilidades reais de transformação e evolução.

Suzana Stroke (transcrição da introdução de um workshop para pais em Interser Gestalt, Madrid, 2006

imagem aqui


novo encontro!

11 março 2009

volta-trabalho1


parado, mas nem tanto…

3 dezembro 2008

FÓRMULAS INFANTIS PODEM PROVOCAR CÁRIES

Uma pesquisa da Faculdade de Odontologia da Unicamp, feita com 12 adultos -pois crianças não podem participar do teste-, aponta que fórmulas infantis para lactentes podem causar cáries, mesmo se preparadas sem açúcar. Avaliaram-se duas marcas para bebês de seis meses a um ano. O aparecimento da lesão depende da freqüência de ingestão, da higienização dos dentes do bebê e do uso de flúor.

Saiu hoje, 2 de dez, na Folha de São Paulo.

Agora duvido que se encontre pesquisa dizendo que amamentação pode causar cárie, independente da frequência de ingestão, da higienização dos dentes ou do uso do flúor…   ;o)


Desmame total, quando promovê-lo?

18 agosto 2008

Minha filha caçula mamou até depois de seu aniversário de 4 anos. Confesso que nunca imaginei que ela fosse tão longe na amamentação. Mas reconheço também que foi um processo muitíssimo natural de desmame, tranquilo e beeeeem gradativo.

A gente começa a perceber, se ficar muito atenta, “vozes dissonantes” sobre quando deve acontecer o desmame de uma criança. Aquela idéia popular de que bebês mamam por poucos meses começa a cair por terra e aqui e ali a gente encontra artigos que nos fazem pensar: afinal, será mesmo natural um bebê humano mamar por apenas 6 meses? ou 1 ano?

Leia aqui um artigo do dr. Marcus Renato, antigo e ferrenho defensor da amamentação, que nos lembra que “os dados disponíveis sugerem que as crias humanas estão desenhadas para receber todos os benefícios do Aleitamento ao Seio durante um período mínimo de 2,5 anos e um aparente limite máximo de 7 anos.” 

E vocês, até quando amamentaram ou pretendem amamentar? O que vcs pensam sobre esse assunto?

Ana B.

Folder oficial do Ministério da Saúde

21 julho 2008

Todo ano o Ministério da Saúde elege uma madrinha para a Semana Mundial de Aleitamento Materno. Este ano a madrinha é a atriz paraense Dira Paes, mãe de Inácio, que nasceu prematuramente. No cartaz, Dira aparece com a mãe que a apoia na amamentação do neto.

Juntamente com o cartaz o Ministério da Saúde promove um folder que está disponível para download. No folder o Ministério da Saúde fala das várias formas de apoio.

Um pouco mais sobre Dira Paes no link.

Confira os temas dos anos anteriores  e confira quem já abraçou esta causa.


Esperançar

8 julho 2008

Hoje se sabe que as mamadas noturnas no pico da prolactina ajudam a mãe a estabelecer sua produção de leite, principalmente nos primeiros TRÊS meses. Também percebemos com a experiência das mães à nossa volta e nas nossas listas de discussão virtuais que existem bebês que têm fases (a cada 2 meses) quando acordam muito mais e nossa vida vira um inferno melhorando depois de 10 dias. São os “picos de desenvolvimento” onde os avanços em coordenação motora ou na aquisição de novas capacidades tiram a criança e a mãe da tão querida rotina. Noutros momentos, são apenas os dentes nascendo que causam incômodos. Ainda noutros momentos, são uma comida nova, a troca de cuidador ou a chegada do inverno.
A amamentação depois do primeiro ano e depois de estabelecida a alimentação é pouco descrita e pouco estudada. Por quê esse bebê mama tanto depois de se alimentar e quando sua compreensão do mundo já está tão avançado? Eu me questiono. Meu bebê tem 1 ano e 8 meses, entende muito, demonstra até uma grande memória repetindo movimentos que ele fez uma vez um mês atrás, lembrando de pessoas, lembrando de nomes. No entanto ele mama bastante quando está comigo de dia e várias vezes depois das duas da manhã. Se ele tem boa memória, ele sabe que mamãe está sempre por aqui. Se ele tem uma boa compreensão, ele entende que é hora de dormir. Se ele consegue se comunicar tão bem, ele saberia que pode eventualmente pedir e eu abrir uma exceção. Poderia, não é mesmo, durante um dos famosos picos de desenvolvimento. Isso se eu resolvesse pelo desmame noturno. O método no entanto nunca me convenceu.
Acho que ainda vamos descobrir muita coisa sobre o leite materno em relação a nossa vida moderna. Com isso eu não descarto a possibilidade de faltar algo em nossas vidas e eles recuperarerm isso com a amamentação noturna. Também não descarto a possibilidade dessas necessidades serem supridas pela voz do pai, massagem nas costas, e cantigas sussurradas no meio da noite. O peito é tão mais fácil, no entanto, tão menos racional e tão mais direto.
É como aprender a ler e escrever. Você tem uma vivência direta do mundo e de uma hora para outra insere um código elaborado de símbolos e regras para traduzir esse mundo. Pode estar de acordo com a evolução do homem e dos tempos mas nas trocas sempre deixamos algo de lado. Talvez a única função dessa “amamentação noturna prolongada” que muitas vezes acontece (e não estou falando de casos excepcionais, só do básico: um resmungo, peito, uma sugadinha e volta a dormir de 3 a 4 vezes em 8 horas)… talvez sua única função seja crescermos com a certeza de que pedir, é receber, e pedindo, sempre haverá mais leite materno. É nossa forma de ter e ensinar esperança.

E você, o que acha da amamentação noturna?


SMAM 2008 – Contagem regressiva!

2 julho 2008

A Matrice está promovendo uma contagem regressiva até a Semana Mundial de Aleitamento Materno (de 1º a 7 de agosto de 2008). O tema da Semana deste ano é APOIO. Como as mães recebem apoio, de onde vem, o que funcionou, o que não deu certo. Por isso os relatos pessoais são tão importantes, são janelas de sugestões para mães que estão enfrentando dificuldades ou contratempos com a amamentação, ou, ainda, querem dividir suas conquistas com outras pessoas.
Cada dia de julho iremos publicar um relato de amamentação no blog, escrito por uma mãe que tenha passado pela aventura de amamentar. Serão trinta e um relatos até a abertura da SMAM 2008. Queremos e aceitamos relatos de leitores nossos e de outros sites/blogs de amamentação.
Envie um relato de qualquer tamanho, e conte-nos sua história! Se quiser, envie uma foto sua e de seu bebê.
Participe de nossa contagem regressiva comentando os relatos postados, pois essa discussão é muito importante: o que foi importante para você persistir na amamentação? De onde veio seu apoio? Qual é a sua história?

Do texto “Amamentação: um híbrido natureza-cultura”, de João Aprigio Guerra de Almeida, Franz Reis Novak:
“Almeida, …ao indagar uma mãe não-biológica sobre as razões do sucesso na amamentação de sua filha, obteve como resposta: “A receita do sucesso eu não sei, contudo eu acredito que, para que uma mãe consiga amamentar, independente dela ser adotiva ou não, ela precisa ser antes de mais nada acolhida (…). Acho que, para amamentar, ela precisa, em verdade, ser amamentada, ela precisa ser acolhida, ela precisa de peitos… de peitos à beça”.”


Voltar a trabalhar? E continuar a amamentar? É possível!

19 junho 2008

Foto da nossa última reunião de volta ao trabalho

“Com um bom estoque de leite e continuando com as ordenhas diárias eu tive a certeza e a tranquilidade que meu filho só tomaria meu leite”, Gisele, mãe do Enzo.

Quanto estocar? Por quanto tempo? Como dar este leite? Qual o melhor pote?

Pois é… com uma licença-maternidade onde o tempo, na maioria das empresas, ainda é de 4 meses, como continuar a amamentação exclusiva? Veja como foi inspiradora a última reunião que fizemos sobre volta ao trabalho.

Essas e muitas outras questões serão discutidas neste sábado, dia 21 de junho, às 16 horas, no espaço Nascer Vida Natural.

Endereço: R. João de Souza Dias, 281 – Campo Belo – F: (11) 5093-7151 – FAX: (11) 5093-7841

Ou qualquer problema ligar para Fabiola: 11-9622-3737