Média de amamentação da Matrice

28 fevereiro 2011

Ana Amorim e Pedro em uma festa junina!

Fizemos uma brincadeira na lista virtual de discussão da Matrice: qual é a média de amamentação do grupo?

Nossa querida Ana Amorim juntou todos e dados, como temos mais de 700 associadas nem todas as mães responderam, mas fizemos uma média com as que responderam. E veja o que descobrimos clicando aqui.


Dia da Consciência Negra – e leite materno!

21 novembro 2010

Fotos tiradas no Museu AfroBrasil, no Parque do Ibirapuera/SP (e que vale muito visitar!).


sling permitiu nossa evolução! alguém ainda duvida?…

1 novembro 2010

Darwin estava certo ao dizer que nós evoluímos a partir de criaturas simples. Mas ele estava errado, a meu ver, sobre as causas. De certa forma, nós não nos tornamos naturalmente inteligentes o bastante para inventar a tecnologia da qual dependemos. Em vez disso, a tecnologia nos fez evoluir.

O início da era tecnológica há 2,5 milhões de anos é marcado arqueologicamente pelo primeiro artefato de pedra lascada. Depois disso, o processo de seleção natural e sobrevivência do mais forte foi prejudicado; humanos inteligentes com armas podiam matar animais mais fortes que eles. O fato de nossos ancestrais evolutivos terem começado bem longe do topo da cadeia alimentar é ilustrado pelo fóssil da criança Taung, os restos de um hominídio criança que, há cerca de 2,6 milhões de anos, foi provavelmente estripado e carregado por uma águia. Como esses ancestrais passaram de símios à civilização, descartando seus caninos massivos e imensa massa muscular, sobrevivendo num ambiente hostil?

A resposta é uma nova e radical tecnologia: o “baby sling”, ou carregador de bebê, uma solução bem mais inteligente para carregar bebês do que levá-los nos braços. Isso, eu concluí, permitiu uma expansão radical no tamanho do cérebro de nossos ancestrais, que começou há cerca de 2 milhões de anos.

O uso de ferramentas de pedra, antes disso, já havia conferido alguma vantagem intelectual a nossos ancestrais, reduzindo a necessidade de força física e permitindo que mais energia fosse usada no desenvolvimento da inteligência. Mas andar sobre duas pernas – que liberou as mãos dos primeiros hominídeos – também teve um efeito contraditório sobre o desenvolvimento humano, porque isso exigia uma pélvis mais estreita para agir como uma plataforma estável para a coluna vertebral ereta. Isso, por sua vez, estabeleceu um limite máximo para o tamanho da cabeça no nascimento. Então todo tipo de inteligência interativa – a habilidade com as mãos – foi encorajada, e qualquer expansão relacionada à expansão do cérebro apresentava um grande problema.

Darwin argumentou que as fêmeas teriam valorizado parceiros mais inteligentes, impulsionando a ascensão do macaco ao Homo através da seleção sexual. Mas as fêmeas provavelmente experimentavam partos cada vez mais perigosos (por causa das demandas conflitantes de uma pélvis menor e das cabeças maiores dos bebês). Em termos evolucionários, o cérebro humano é uma desvantagem: uma característica com muitos custos, vulnerável e ineficiente energeticamente.

O fato de nossos ancestrais passarem a andar sobre duas pernas tornou mais difícil para os bebês se agarrarem a suas mães – assim como o fato de que provavelmente eles tinham bem menos pelos no corpo do que seus ancestrais parecidos com macacos – então a pressão sobre os primeiros bípedes para encontrar uma solução para carregar os bebês deve ter sido intensa. Usar um “carregador” é um conceito compreensível para chimpanzés, mas é necessário um pouco mais de inteligência do que eles têm – ou um golpe de sorte – para inventá-lo. É provável que os “slings”, tanto para lançar projéteis quanto para carregar bebês, tenham sido inventados no período das primeiras tecnologias da idade da pedra – o que significa que eles são anteriores (e provavelmente permitiram) a emergência de cérebros maiores que caracterizaram a aparição do gênero humano, Homo. Sabemos, afinal de contas, que as rochas eram usadas para cortar carne há 3,2 milhões de anos, e que há 2,6 milhões de anos elas foram deliberadamente moldadas na forma de ferramentas em vez de simplesmente coletadas para o uso. Isso assinala não só o início da criação de ferramentas de acordo com desenhos padrão para propósitos específicos, mas também a “sucessão” em que a tecnologia se torna interligada, com a fabricação de uma ferramenta para criar outra.

As implicações da tecnologia do “sling” são imensas. Os slings permitem que o estágio fetal seja estendido depois do nascimento – como com os marsupiais como os cangurus – permitindo que o cérebro continue se expandindo fora do útero, e num ambiente cada vez mais cultural. Depois disso, o rápido desenvolvimento da tecnologia para os primeiros humanos pode bem ter sido impulsionado por uma competição agressiva entre diferentes grupos que utilizadores de tecnologias.

Em termos de cérebro humano, o ápice aconteceu há cerca de 40 mil anos. A pressão sobre o órgão existiu desde que começamos a expressar a inteligência sob forma de linguagem, escrita e, agora, máquinas. Hoje, nossa tecnologia está se tornando tão sofisticada que o que emergirá no futuro pode nem mais ser controlado por nosso própria vontade.

Isso pode ser uma boa coisa. São os efeitos inesperados da tecnologia que costumam ter o maior potencial. De fato, a própria ideia de nossa humanidade existir em oposição à nossa tecnologia é errada. Como o filósofo John Gray argumentou certa vez: “Pode ser que a maior semelhança entre os humanos e as máquinas que eles estão inventando agora esteja em sua capacidade para a consciência”. A tecnologia tem a capacidade de ignorar o tempo e durar indefinidamente na forma física. Ela também pode destruir nosso planeta. Mas não há uma solução de volta à natureza. Nunca houve uma para o macaco artificial.

*Timothy Taylor é autor de “The Artificial Ape”

Tradução: Eloise De Vylder
Texto reproduzido integralmente daqui.

 


Deu na BBC/Brasil: Bebês amamentados até os 6 meses ‘têm melhor imunidade’

30 setembro 2010

Bebês alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade ganham proteção extra contra infecções, dizem cientistas gregos.

O efeito observado independe de fatores como acesso à saúde e programas de vacinação, eles explicam.

Segundo os especialistas da Universidade de Creta, o segredo estaria na composição do leite materno.

As conclusões do estudo, que envolveu pouco mais de 900 bebês vacinados, foram publicadas na revista científica Archives of Diseases in Childhood.

A equipe ressalta, no entanto, que o benefício só ocorre quando o bebê é alimentado com leite da mãe apenas. Ou seja, acrescentar fórmulas ao leite materno não produz o mesmo efeito.

Especialistas em todo o mundo já recomendam que bebês sejam alimentados somente com leite materno pelo menos durante os seis primeiros meses de vida.

Estudo

Os pesquisadores gregos monitoraram a saúde de 926 bebês durante 12 meses, registrando quaisquer infecções ocorridas em seu primeiro ano de vida.

Entre as infecções registradas estavam doenças respiratórias, do ouvido e candidíase oral (sapinho).

Os recém-nascidos receberam todas as vacinas de rotina e tinham acesso a tratamentos de saúde de alto nível.

Quase dois terços das mães amamentaram seus filhos durante o primeiro mês, mas o número caiu para menos de um quinto (menos de 20%) seis meses depois.

Apenas 91 bebês foram alimentados exclusivamente com o leite da mãe durante os seis primeiros meses.

Os pesquisadores constataram que esse grupo apresentou menos infecções comuns durante seu primeiro ano de vida do que os bebês que foram parcialmente amamentados ou não amamentados.

E as infecções que os bebês contraíram foram menos severas, mesmo levando-se em conta outros fatores que podem influenciar os riscos de infecção, como número de irmãos e exposição à fumaça de cigarro.

O pesquisador Emmanouil Galanakis e sua equipe disseram que a composição do leite materno explica os resultados do estudo.

O leite materno contém anticorpos recebidos da mãe, assim como outros fatores imunológicos e nutricionais que ajudam o bebê a se defender de infecções.

As mães deveriam ser avisadas pelos profissionais de saúde de que, em adição a outros benefícios, a amamentação exclusiva ajuda a prevenir infrecções em bebês e diminui a frequência e severidade das infecções“, os especialistas dizem.

Matéria publicada originalmente aqui. [grifos nossos]


parado, mas nem tanto…

3 dezembro 2008

FÓRMULAS INFANTIS PODEM PROVOCAR CÁRIES

Uma pesquisa da Faculdade de Odontologia da Unicamp, feita com 12 adultos -pois crianças não podem participar do teste-, aponta que fórmulas infantis para lactentes podem causar cáries, mesmo se preparadas sem açúcar. Avaliaram-se duas marcas para bebês de seis meses a um ano. O aparecimento da lesão depende da freqüência de ingestão, da higienização dos dentes do bebê e do uso de flúor.

Saiu hoje, 2 de dez, na Folha de São Paulo.

Agora duvido que se encontre pesquisa dizendo que amamentação pode causar cárie, independente da frequência de ingestão, da higienização dos dentes ou do uso do flúor…   ;o)


Desmame total, quando promovê-lo?

18 agosto 2008

Minha filha caçula mamou até depois de seu aniversário de 4 anos. Confesso que nunca imaginei que ela fosse tão longe na amamentação. Mas reconheço também que foi um processo muitíssimo natural de desmame, tranquilo e beeeeem gradativo.

A gente começa a perceber, se ficar muito atenta, “vozes dissonantes” sobre quando deve acontecer o desmame de uma criança. Aquela idéia popular de que bebês mamam por poucos meses começa a cair por terra e aqui e ali a gente encontra artigos que nos fazem pensar: afinal, será mesmo natural um bebê humano mamar por apenas 6 meses? ou 1 ano?

Leia aqui um artigo do dr. Marcus Renato, antigo e ferrenho defensor da amamentação, que nos lembra que “os dados disponíveis sugerem que as crias humanas estão desenhadas para receber todos os benefícios do Aleitamento ao Seio durante um período mínimo de 2,5 anos e um aparente limite máximo de 7 anos.” 

E vocês, até quando amamentaram ou pretendem amamentar? O que vcs pensam sobre esse assunto?

Ana B.

Como surgiu a SMAM?

2 agosto 2008

Proposta surgiu de um encontro de organizações não-governamentais, em 1991, em Nova Iorque. A primeira campanha ocorreu em agosto de 1992, em mais de 150 países

Na noite de 14 de fevereiro de 1991, em um pequeno restaurante no centro de Nova Iorque, depois de um encontro de organizações não-governamentais, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), surgiu a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (World Alliance for Breastfeeding Action, Waba). A proposta era formar uma rede guarda-chuva para abrigar organizações, indivíduos e até mesmo outras redes que apostam na amamentação e a defendem como direito das crianças e mulheres a ser respeitado por todas as sociedades.

A mega-aliança, forjada em Nova Iorque, reuniu organizações como La Leche League International, International Baby Food Action Network (IBFAN), International Lactation Consultants Associations (ILCA), cientistas importantes como os conhecidos professores Derrick and Patrice Jelliffe, Dr. Michael Latham da Universidade de Cornell (USA), Dr. Felicity Savage King e outros.

EM REDE – Os principais objetivos da aliança, definidos na sua formação são os mesmo de hoje: respeitar a independência e autonomia dos grupos e indivíduos membros da rede; reforçar e não substituir estruturas formais ou informais, já existentes; estimular o desenvolvimento de grupos e redes locais, nacionais e regionais; facilitar a discussão e consenso para campanhas internacionais; e assegurar diversidade cultural e geográfica.

A primeira Semana Mundial da Amamentação ocorreu em agosto de 1992, em mais de 150 países, com o propósito de promover, proteger e apoio o aleitamento materno. No Brasil, a semana foi coordenada pela Waba até 1998. A partir de 1999, a coordenação passou à responsabilidade do Ministério da Saúde.

Comemorada em agosto, a mobilização cresce a cada ano e conta com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Saúde, ONGs, organismos internacionais, sociedades científicas, hospitais amigos da criança e rede nacional de bancos de leite humano e outros parceiros.

 Fonte:

http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/noticias_detalhe.cfm?co_seq_noticia=51578

agradecimentos especiais a Luis Tavares