Sobre a experiência brasileira com Bancos de Leite!

14 agosto 2013

Acabamos de receber o link desse video de um parceiro/amigo, e compartilhamos com todos!
Que o mundo matrice/materno saiba da importância de cada gota de leite coletada e sorvida!


A cultura da mamadeira e o controle exercido sobre os consumidores

27 novembro 2012

No início do Século XX, já estavam em pleno desenvolvimento as pesquisas e a produção de alimentos que pudessem substituir o leite materno durante o período de desmame. Várias alternativas de leite de vaca, com adição de açúcar, água, cremes, etc., que permitiam uma melhor digestão, foram oferecidas.

“Os médicos passam a aderir às novas alternativas, prescrevendo-as como benéficas para a alimentação infantil. Essas práticas associam-se a um forte marketing focalizado nos pediatras, que passariam a desempenhar um papel decisivo como influenciadores de um novo movimento na sociedade: a ‘cultura da mamadeira'”.

(…) as indústrias de alimentos realizavam campanhas publicitárias em jornais médicos e paramédicos, visando – e conseguindo – influenciar os médicos que prescreviam as fórmulas para as mães.

Assim, aos poucos e incessantemente, os produtos foram se tornando confiáveis:

“No final dos anos 40, iniciando os anos 50, os produtos são apresentados como uma opção para facilitar a tarefa dos médicos que passam a prescrevê-los indiscriminadamente às mães, como a forma mais prática e viável para seus filhos”8.

Nos anos seguintes, o leite em pó passou a ser recomendado e utilizado tão logo o bebê nascia.

 

Leia o artigo inteiro, aqui. Vale a pena a leitura. Ainda que seja pra gente lamentar o estado atual das coisas…


BC – Você é ativista da amamentação?

11 agosto 2012

Dando continuidade às comemorações da SMAM 2012, a Matrice também participa da blogagem coletiva, proposta pelo blog Desabafo de Mãe.

E vou relatar uma situação especial que aconteceu HOJE, durante nosso encontro semanal pra falar de aleitamento materno na Casa do Brincar.

Nós da Matrice nos revesamos para acompanhar os encontros, temos uma escala de datas, assim esse nosso [delicioso] trabalho voluntário não “pesa” para nenhuma de nós! Hoje, por uma falha de comunicação, ocorreu um desencontro entre a gente e só quase no fim da reunião é que eu consegui chegar para falar com todo mundo. No caminho, aflita, fui pensando nas mulheres sozinhas na sala, com seus bebezinhos, esperando por uma de nós. Mas conforme eu ia chegando (e meu trajeto demora apenas 15 minutos), fui relaxando e confiando. Ora, a proposta das reuniões é exatamente essa: um grupo de mulheres dando APOIO a outras mulheres! Apenas isso!! Nós da Matrice atuamos como facilitadoras nesse momento mas, no fundo, no fundo, a gente é apenas mais uma mãe dando apoio!

Gosto de pensar assim: eu sou apenas uma engrenagem nesse maravilhoso mundo da amamentação, onde se acolhe com amor, com informação real, com simplicidade, com apoio, com calma, com fé, com perseverança, com olho-no-olho, sem interesses comerciais, sem pressa, sem tabelas ou gráficos preestabelecidos, todas as mães e seus valiosos bebês!

Houve um tempo que esse jeito de ser era parte da vivência de toda mulher. Hoje é considerado “ativismo”. Que seja, pois, ativismo, não me importa! Importa o bebê dormindo relaxado no colo de sua mãe, o relato (com um enorme sorriso nos lábios) da mulher que largou o complemento, os ombros agora relaxados onde antes eram tensos, o riso (e até mesmo as lágrimas!) que levamos na memória, e a certeza de que o mundo é um pouco melhor por conta desses encontros. Eu saio com a fé renovada na humanidade! Se cada uma de nós pode fazer a diferença na vida de um bebezinho, porque se incomodar em ser chamada de “ativista”?

EU SOU ATIVISTA DA AMAMENTAÇÃO!


Camiseta Matrice

16 julho 2011

O Álvaro filho da Fabi veste a camiseta da Matrice, e você?


Mamaço na Paulista ontem

13 maio 2011

Uma mãe é questionada quando começou a amamentar seu bebê de 3 meses, no meio de um Centro Cultural, na avenida mais importante e famosa da nossa cidade, a maior cidade do nosso país! Sob o argumento de que ela não deveria alimentar seu bebê ali, foi conduzida a um “cantinho”, longe dos olhares “incomodados” das “pessoas de bem”… Essa moça se sentiu indignada com esse tratamento, queixou-se no Facebook, a história se espalhou e muitas e muitas mulheres (e seus bebês fofos) se encontraram ontem no Itau Cultural, em plena Avenida Paulista, para um “mamaço” coletivo!

Porque será que amamentar ainda incomoda tanta gente? Num país que transmite para o mundo todo imagens do nosso carnaval tão livre, ou que aceita biquinis tão minúsculos em nossas praias ensolaradas, muita gente aqui ainda acha feio, inapropriado, exibicionismo, amamentar em público…

A tarde foi agradável, o pessoal do Itau Cultural percebeu o equívoco na hora e acolheu todo mundo, a mída toda acompanhou, a amamentação pôde ser divulgada como, de fato, é: natural, necessária, livre de preconceitos.

A Matrice acompanhou o evento e parabeniza todos que apoiam a amamentação. APOIO é nossa palavra-chave!

Vejam links bacanas das reportagens feitas aqui, aqui e aqui.


encontro especial – banco de leite

10 novembro 2010


sling permitiu nossa evolução! alguém ainda duvida?…

1 novembro 2010

Darwin estava certo ao dizer que nós evoluímos a partir de criaturas simples. Mas ele estava errado, a meu ver, sobre as causas. De certa forma, nós não nos tornamos naturalmente inteligentes o bastante para inventar a tecnologia da qual dependemos. Em vez disso, a tecnologia nos fez evoluir.

O início da era tecnológica há 2,5 milhões de anos é marcado arqueologicamente pelo primeiro artefato de pedra lascada. Depois disso, o processo de seleção natural e sobrevivência do mais forte foi prejudicado; humanos inteligentes com armas podiam matar animais mais fortes que eles. O fato de nossos ancestrais evolutivos terem começado bem longe do topo da cadeia alimentar é ilustrado pelo fóssil da criança Taung, os restos de um hominídio criança que, há cerca de 2,6 milhões de anos, foi provavelmente estripado e carregado por uma águia. Como esses ancestrais passaram de símios à civilização, descartando seus caninos massivos e imensa massa muscular, sobrevivendo num ambiente hostil?

A resposta é uma nova e radical tecnologia: o “baby sling”, ou carregador de bebê, uma solução bem mais inteligente para carregar bebês do que levá-los nos braços. Isso, eu concluí, permitiu uma expansão radical no tamanho do cérebro de nossos ancestrais, que começou há cerca de 2 milhões de anos.

O uso de ferramentas de pedra, antes disso, já havia conferido alguma vantagem intelectual a nossos ancestrais, reduzindo a necessidade de força física e permitindo que mais energia fosse usada no desenvolvimento da inteligência. Mas andar sobre duas pernas – que liberou as mãos dos primeiros hominídeos – também teve um efeito contraditório sobre o desenvolvimento humano, porque isso exigia uma pélvis mais estreita para agir como uma plataforma estável para a coluna vertebral ereta. Isso, por sua vez, estabeleceu um limite máximo para o tamanho da cabeça no nascimento. Então todo tipo de inteligência interativa – a habilidade com as mãos – foi encorajada, e qualquer expansão relacionada à expansão do cérebro apresentava um grande problema.

Darwin argumentou que as fêmeas teriam valorizado parceiros mais inteligentes, impulsionando a ascensão do macaco ao Homo através da seleção sexual. Mas as fêmeas provavelmente experimentavam partos cada vez mais perigosos (por causa das demandas conflitantes de uma pélvis menor e das cabeças maiores dos bebês). Em termos evolucionários, o cérebro humano é uma desvantagem: uma característica com muitos custos, vulnerável e ineficiente energeticamente.

O fato de nossos ancestrais passarem a andar sobre duas pernas tornou mais difícil para os bebês se agarrarem a suas mães – assim como o fato de que provavelmente eles tinham bem menos pelos no corpo do que seus ancestrais parecidos com macacos – então a pressão sobre os primeiros bípedes para encontrar uma solução para carregar os bebês deve ter sido intensa. Usar um “carregador” é um conceito compreensível para chimpanzés, mas é necessário um pouco mais de inteligência do que eles têm – ou um golpe de sorte – para inventá-lo. É provável que os “slings”, tanto para lançar projéteis quanto para carregar bebês, tenham sido inventados no período das primeiras tecnologias da idade da pedra – o que significa que eles são anteriores (e provavelmente permitiram) a emergência de cérebros maiores que caracterizaram a aparição do gênero humano, Homo. Sabemos, afinal de contas, que as rochas eram usadas para cortar carne há 3,2 milhões de anos, e que há 2,6 milhões de anos elas foram deliberadamente moldadas na forma de ferramentas em vez de simplesmente coletadas para o uso. Isso assinala não só o início da criação de ferramentas de acordo com desenhos padrão para propósitos específicos, mas também a “sucessão” em que a tecnologia se torna interligada, com a fabricação de uma ferramenta para criar outra.

As implicações da tecnologia do “sling” são imensas. Os slings permitem que o estágio fetal seja estendido depois do nascimento – como com os marsupiais como os cangurus – permitindo que o cérebro continue se expandindo fora do útero, e num ambiente cada vez mais cultural. Depois disso, o rápido desenvolvimento da tecnologia para os primeiros humanos pode bem ter sido impulsionado por uma competição agressiva entre diferentes grupos que utilizadores de tecnologias.

Em termos de cérebro humano, o ápice aconteceu há cerca de 40 mil anos. A pressão sobre o órgão existiu desde que começamos a expressar a inteligência sob forma de linguagem, escrita e, agora, máquinas. Hoje, nossa tecnologia está se tornando tão sofisticada que o que emergirá no futuro pode nem mais ser controlado por nosso própria vontade.

Isso pode ser uma boa coisa. São os efeitos inesperados da tecnologia que costumam ter o maior potencial. De fato, a própria ideia de nossa humanidade existir em oposição à nossa tecnologia é errada. Como o filósofo John Gray argumentou certa vez: “Pode ser que a maior semelhança entre os humanos e as máquinas que eles estão inventando agora esteja em sua capacidade para a consciência”. A tecnologia tem a capacidade de ignorar o tempo e durar indefinidamente na forma física. Ela também pode destruir nosso planeta. Mas não há uma solução de volta à natureza. Nunca houve uma para o macaco artificial.

*Timothy Taylor é autor de “The Artificial Ape”

Tradução: Eloise De Vylder
Texto reproduzido integralmente daqui.