A cultura da mamadeira e o controle exercido sobre os consumidores

27 novembro 2012

No início do Século XX, já estavam em pleno desenvolvimento as pesquisas e a produção de alimentos que pudessem substituir o leite materno durante o período de desmame. Várias alternativas de leite de vaca, com adição de açúcar, água, cremes, etc., que permitiam uma melhor digestão, foram oferecidas.

“Os médicos passam a aderir às novas alternativas, prescrevendo-as como benéficas para a alimentação infantil. Essas práticas associam-se a um forte marketing focalizado nos pediatras, que passariam a desempenhar um papel decisivo como influenciadores de um novo movimento na sociedade: a ‘cultura da mamadeira'”.

(…) as indústrias de alimentos realizavam campanhas publicitárias em jornais médicos e paramédicos, visando – e conseguindo – influenciar os médicos que prescreviam as fórmulas para as mães.

Assim, aos poucos e incessantemente, os produtos foram se tornando confiáveis:

“No final dos anos 40, iniciando os anos 50, os produtos são apresentados como uma opção para facilitar a tarefa dos médicos que passam a prescrevê-los indiscriminadamente às mães, como a forma mais prática e viável para seus filhos”8.

Nos anos seguintes, o leite em pó passou a ser recomendado e utilizado tão logo o bebê nascia.

 

Leia o artigo inteiro, aqui. Vale a pena a leitura. Ainda que seja pra gente lamentar o estado atual das coisas…

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Estudo americano diz que amamentação não faz as mamas caírem

7 novembro 2012

Estudo americano diz que amamentação não faz as mamas caírem

Foto divulgação

Cirurgião plástico comenta que ainda é cedo para ratificar os resultados, mas que hábitos saudáveis de vida garantem melhor estética da região.

Muitas mulheres reclamam que o corpo sofre diversas modificações após a gestação. Os seios, sem dúvida, são os mais prejudicados, pois naturalmente aumentam de tamanho durante os nove meses, mas murcham após a amamentação do bebê, tornando-os, muitas vezes, mais caídos do que antes da maternidade. Essa lógica, entretanto, não é unânime, pois o modo de vida de cada pessoa pode ser decisivo para manter a beleza dos seios, comenta o Médico Cirurgião Plástico e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dr. Marcelo Wulkan.

Dr. Wulkan explica que a dúvida surgiu após pesquisa realizada no festival dos Gêmeos de Twinsburg, uma cidade do estado americano de Ohio onde, desde 1976, os gêmeos se reúnem uma vez ao ano para celebrar o fato de que foram “vizinhos de útero”. “Esse encontro foi muito importante para realizar a pesquisa, porque gêmeos oferecem uma oportunidade excelente para analisar o papel dos fatores extrínsecos em pessoas com predisposições genéticas idênticas”, comenta o cirurgião.

O estudo foi realizado pelo cirurgião plástico americano Dr. Hooman Soltanian, que trabalha em hospitais do University Medical Center. Mais de 150 pares de gêmeas, com idade média de 47,6 anos, participaram da pesquisa. Foram tiradas fotos delas juntas: abaixo do pescoço e da cintura para cima. Ainda mais, elas responderam a perguntas sobre dieta, exercício físico, tabagismo, altura e peso, número de gestações, se elas amamentaram e se eles normalmente usavam sutiãs, especialmente quando se exercitavam, e se faziam reposição hormonal. Na etapa seguinte, houve a avaliação médica.
Um grupo de residentes de cirurgia plástica, tanto masculino quanto feminino, avaliou as fotografias em relação às “características estéticas de mama”. Após analisar as fotografias (sem nomes ou rostos) surgiram opiniões subjetivas por parte dos avaliadores.

Resultados
 Gêmeas que hidratavam a pele diariamente tinham significativamente menos rugas em seus seios. Soltanian acredita que essas mulheres tendem a cuidar da pele, ou seja, não fumar não se expor ao sol etc.
 Gêmeas que receberam a terapia de reposição hormonal após a menopausa apresentaram a forma da mama, tamanho e projeção mais atraente.
 As gêmeas que tinham um índice de massa corpórea elevado, um maior número de gestações e tamanhos de mamas grandes apresentaram seios significativamente menos atraentes.
 Gêmeas que fumavam e bebiam álcool tinham seios significativamente menos atraentes.
 Gêmeas que amamentaram tiveram tamanho e forma da areola menos atraente, mas melhor qualidade de pele do que as mulheres que nunca amamentaram.

O estudo ainda é muito preliminar e precisa de mais dados com menos subjetividade para ter melhor rigor científico. “Por isso, temos que esperar novos estudos. Mas vale a ideia e apoiamos o fato de sempre buscarmos hábitos de vida saudáveis e manter a amamentação pelo tempo determinado pelo médico. O que antes era um presente para o recém-nascido, parece ser também um futuro presente para a estética da mama da mãe”, comenta Dr. Wulkan.

Fonte: Dr. Marcelo Wulkan – Cirurgião Plástico-CRM 108732- RQE 28948
Médico cirurgião plástico, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da International Confederation for Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery (IPRAS). É também o “active member” mais novo da história da Rhinoplasty Society, a mais importante sociedade de cirurgiões plásticos do mundo com foco em rinoplastia.

Foi o cirurgião plástico estrangeiro mais jovem a apresentar aula em Harvard-BIDMC. Após o término de sua residência em cirurgia plástica, optou por se especializar ainda mais em cirurgia plástica estética e reconstrutiva nos Estados Unidos em Harvard, New York University, University of Illinois at Chicago e University of Pittsburgh.

Com o conhecimento adquirido nos EUA, o Dr. Wulkan se tornou o único representante no Brasil e América do Sul de um dos mais experientes centros de contorno corporal/plástica pós-grande perda de peso do mundo: o Hurwitz-Center for Plastic Surgery (centro pioneiro do Total Body Lift). Esta parceria é única e levou à criação do Wulkan-Hurwitz Center for Plastic Surgery visando ajudar pacientes dos EUA, Brasil e outros países a realizar tratamentos completos seguindo rigorosas condições de qualidade e segurança.

Fonte: Redação – 7 de Novembro de 2012 – 3:23 – www.midiacon.com.br