Primeira hora!

30 agosto 2008

Vou falar da 1ª hora de vida dos bebês no nosso blog.

Passei a semana pensando na 1ª hora – momento mágico que significa nascimento e morte, momento máximo do hormônio do amor, momento capaz de mudar uma trajetória de vida…

Na minha, juntou tudo: minha filha e minha mãe, o parto e a amamentação, meu pai e minha irmã. Depois daquilo nada mais seria o mesmo.

Semana passada, fui assistir o obstetra Michel Odent falar na USP-Leste. Entre tantos possíveis assuntos, ele resolveu falar da 1ª hora e de como em diversas culturas humanas existem rituais de separação da mãe e do bebê nesse momento crítico. Falou desde em culturas primitivas, onde o pajé é chamado para dizer se aquela criança deve ou não sobreviver, e só aí ela é entregue à sua mãe, até na nossa (Que simplesmente substitui a figura do pajé pelo pediatra).

Não, não é só nas sociedades industriais que criamos esses obstáculos!

Reinventamos novos rituais sob novas justificativas. Odent citou movimentos de parto natural, que ao insistirem no contato do pai com o bebê na 1ª hora, acabam por mais uma vez separar mãe e bebê… (isso é polêmico, eu sei.)

E eu, não tive como deixar de pensar no teste rápido do HIV, que atualmente entra como mais um empecilho para entregarmos o bebê para a mãe assim que ele nasce.

Vamos falar sobre tudo isso e muito mais, “não vai faltar pano pra manga”. Escrevam, comentem, perguntem. Até sexta-feira que vem!

 

Natalia Rea Monteiro

(Doula, estudante de parteira da USP, membro da Matrice e da IBFAN, diretora dos filmes: “Amamentação à luz da 1ª hora”, “NBCAL- Para fazer valer a lei” e “Amamentação: as muitas formas de apoio à mulher”)

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Quando a Amamentação nos Leva Mais Longe

29 agosto 2008

A amamentação levou A S ao programa do Fantástico quando ela decidiu levar seu bebê para o escritório num colorido sling. O bebê com menos de 6 meses da L W também acompanhou a mãe algumas vezes por semana à escola onde ela trabalhava enquanto ela reunia-se com seu chefe para discutir as apostilas que estava fazendo. Meu primeiro filho foi a uma reunião formal em obra com menos de seis meses dentro do sling. Lá ele mamou, dormiu e ficou enquanto o cliente perguntava o que acontecia em sua obra. São advogadas em audiências, professoras de dança, dentistas e designers – todas confiantes decidindo avançar fronteiras movidas a leite materno.Quer saber mais clique aqui


Licença maternidade, como funciona?

27 agosto 2008

 

No sábado passado fizemos nossa famosa reunião de volta ao trabalho. Essa reunião é uma reunião muito requisitada, porque o grande dilema da mulher nestes últimos anos é conseguir conciliar o seu lado maternidade com o seu lado profissional. Quais são os direitos destas mães trabalhadoras? Quer saber mais leia na íntegra


E o prémio do bebé mais «mamão» vai para…

26 agosto 2008
Menina de cinco meses ganhou competição no Peru após mamar durante seis minutos

Deu no site:

“O governo do Peru encontrou uma forma curiosa de estimular a amamentação dos recém-nascidos. Durante esta semana, diversas cidades deste país sul-americano realizam concursos para eleger o bebé capaz de mamar durante mais tempo, informa o site globo.com. … ”

Quer ler mais? na íntegra


BERNARDO, NINA, EU E “O PEITO”

25 agosto 2008

 

   Meu nome é Fernanda, tenho 34 anos,. Quando engravidei tinha 29 e se alguém me perguntasse se eu iria amamentar, eu dizia que de jeito nenhum. Assim era meu pensamento antes mesmo de me imaginar mãe. Mas por que isso de nem pensar? Eu achava que deveria ser um saco ter um bebe literalmente pendurado te sugando. Provavelmente Freud teria alguma explicação mais complexa,…mas para mim era apenas isso.

   Quando Bernardo chegou, minha idéia já havia mudado sei lá quando,…simplesmente sumiu…. e eu comecei a odisséia da amamentação achando que tudo seria perfeito!!!! Então começaram os probleminhas que eu acho hoje em dia pequenos e normais, mas para quem está passando e não tem um grupo de apoio ou alguma amiga como  boa referencia,….se perde totalmente. Meu bico do peito esquerdo rachou, pra falar a verdade nem sei se aquilo era rachadura , parecia estar ralado no bico,…doía bastante e melhorou usando uma capinha de silicone que parecia um chapéu mexicano. Leia na íntegra o depoimento
 

 


Amamentação e arte

22 agosto 2008

Ontem, sexta-feira 22 de agosto, Analy enviou para a lista de discussão este link.

Vamos nos ocitocinar!!!


A Força da Oxitocina

21 agosto 2008

 

O nome do blog é Hug The Monkey (Abraçe o Macaco) e é escrito por Susan Kuchinska, autora de um ainda inédito livro chamado A Química da Conexão: Como a Resposta da Oxitocina Pode Ajudar Você a Encontrar Confiança, Amor e Intimidade (The Chemistry of Connection: How the Oxytocin Response Can Help You Find Trust, Intimacy and Love), que será lançado em 2009, e “mostra como gestar e nutrir seus filhos e buscar a autocura para poder dar e receber o amor que você precisa”.

 

No Blog ela comenta pesquisas realizadas no mundo todo sobre os efeitos da oxitocina, entrevista fabricantes de spray de oxitocina e desenvolve sua tese de que podemos aprender a confiar e entender melhor os mecanismos do amor através de uma análise do que é uma “reposta de oxitocina”. Um dos textos que mais revela quem é essa mulher é este onde ela questiona diferenças básicas entre homens e mulheres diante do mundo do trabalho.

 

Não menos interessante é seu comentário sobre o post da Meredith Small (antropóloga) noutro blog falando do estudo realizado por Adam Guastella (Austrália). O recentemente que revela nossas reações a rostos felizes podem ser induzidas e são resultados de uma memória social seletiva. Abaixo trecho da Meredith Small: “… baseada na noção que o hormônio oxitocina tem um papel importante na habilidade dos mamíferos não humanos de reconhecimento e criação de vínculos, os pesquisadores deram doses de oxitocina ou placebo para 60 homens e logo mostraram fotos de rostos humanos. Alguns rostos estavam obviamente zangados, outros felizes e alguns neutros. No dia seguinte, os homens que haviam recebido a oxitocina lembravam dos rostos felizes mas não dos rostos zangados e neutros.”

Meredith Small coloca alguns pontos interessantes:

“Em culturas onde não existe controle de natalidade, mulheres adultas dão a luz com mais frequência e estão amamentando a maior parte do tempo..” e ela continua: “Tradicionalmente, portanto, mulheres estão constantemente sob a influência de um hormônio que promove uma memória social seletiva, e as mulheres parecem ser frequentemente as responsáveis por interações sociais positivas e as iniciadoras da diplomacia e da pacificação.”

Nos dias atuais com a queda da amamentação e a terceiração da maternagem, perdemos essa vantagem social. Acho interessante ouvir Meredith Small colocar que talvez o que o mundo precisa é mais homens e mulheres lactantes, ou uma dose diária de oxitocina para nos ajudar a “vestir um sorriso”. J

Para ver as entrevistas com fabricantes de spray de oxitocina clique:

Entrevista com Liquid Trust:

http://www.hugthemonkey.com/2006/08/interview_with_.html

Entrevista com OxyCalm:
http://www.hugthemonkey.com/2006/08/interview_oxyca.html