Introdução de alimentos

9 fevereiro 2007

Foto da Paola tomando um dos seus primeiros sucos de melância dado pela mãe Fabíola

“…. e de repente a Paola já tinha seis meses. E agora eu tinha que introduzir os alimentos. Será que esta é a hora certa? Senti uma tristeza enorme, afinal desde a gravidez ela dependia exclusivamente da mãe para se alimentar. Primeiro se alimentava através do cordão umbilical, depois tomando o leite materno. E seria mais assim. Era mais um cordão umbilical cortado, dentre os muitos que vamos cortando ao longo da vida. Muito egoísta eu? Pode ser. Mas realmente senti isso. O primeiro suco Paola não quis tomar. A segunda vez que ofereci, ela amou o suco. Veio imediatamente o medo do desmame.. Como seria com a papa salgada? Dar tudo de uma vez? Quais alimentos introduzir primeiro? Como manter meus peitos sempre explodindo de leite? Muitas perguntas, muitas dicas, muitas mudanças e poucas respostas.”

Fabiola Cassab , mãe de Paola

Este é um relato de mais uma mãe confusa na hora da introdução de alimentos. A Organização Mundial de Saúde recomenda, para a população em geral, que os bebês recebam exclusivamente leite materno durante os primeiros seis meses de idade. Depois dos seis meses, com o objetivo de suprir suas necessidades nutricionais, a criança deve começar a receber alimentação complementar segura e nutricionalmente adequada, juntamente com a amamentação, até os dois anos de idade – ou mais.

“A OMS recomenda que os bebês comecem a receber alimentação complementar a partir dos seis meses de idade, juntamente com a amamentação. A alimentação complementar deve ser dada, inicialmente, três vezes ao dia, e aumentando gradualmente até 5 vezes ao dia aos 12 meses de idade. Crianças entre 12 e 24 meses devem receber 3 refeições e mais 2 lanches nutritivos, além do leite materno. A partir dos 2 anos, a criança deve compartilhar da dieta da família e necessita de 3 refeições e dois lanches por dia ( ver htp://www.who.int/child-adolescenthealth/NUTRITION/complementary.htm).http://www.opas.org.br/sistema/fotos/amamentar.pdf

“O período natural de amamentação (sem a influência da cultura),segundo diversas teorias, seria de 2,5 a sete anos. Estudos etnográficos sugerem que, antes do uso disseminado de leites não humanos para crianças, elas tradicionalmente eram amamentadas por três a quatro anos, época em que as crianças usualmente deixam de amamentar quando lhes é permitido alimentar-se de acordo com a sua vontade (Dettwyler, 1995). A OMS recomenda que a amamentação seja praticada até os dois anos ou mais (World Health Organization, 1995a). O leite materno pode ser uma importante fonte de nutrientes após o primeiro ano de vida da criança. Em algumas populações, ele contribui comum terço a dois terços da energia ingerida no final do primeiro ano (Prentice, 1991; Heinig et al., 1993) e continua sendo uma importante fonte de gordura, vitamina A, cálcio e riboflavina no segundo ano de vida Prentice e Paul, 1990). Se uma criança amamentada não estiver crescendo adequadamente no segundo ano de vida, os esforços devem concentrar-se na melhoria da qualidade nutricional e quantidade dos alimentos complementares e não na interrupção da amamentação (Bentley et al.,1997). Essa sugestão é reforçada com o estudo feito em Bangladesh onde mas crianças desnutridas não amamentadas além do primeiro ano tiveram um risco seis vezes maior de morrer, quando comparadas com as amamentadas(Briend e Bari, 1989). Portanto, até que surjam argumentos contrários à recomendação da OMS quanto à duração do aleitamento materno, continua prevalecendo a recomendação de que as crianças sejam amamentadas preferencialmente por dois anos ou mais. O Ministério da Saúde endossa essa recomendação.” http://www.opas.org.br/sistema/arquivos/Guiaaliment.pdf pg 23 grifo nosso

Venha participar, ouvir e compartilhar “como introduzir alimentos de forma segura e natural¿.


QUANDO: 10/02/2007 (Sábado)
ONDE: Praça São Crispin,151 Lapa
Horário: 15 horas Fone: 11 36410625

M A T R I C E
Ação de apoio à amamentação
reuniões todas as sextas feiras
das 14:30 às 16:30
fone: 11 96223737

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