Primeiras mamadas

6 setembro 2008

“O bebê, tímido e cansado “viajante”, ingressa em um mundo muito diferente da antiga realidade líquida intra-uterina e começa a viver sua grande aventura. A consciência da importância desse instante para toda a vida de um ser humano está presente em mim há muito tempo. Em 1974, fui fortemente influenciado pelas idéias do médico francês Frederick Leboyer, defensor de um parto menos violento para o bebê. Procedimento que incluía um ambiente especialmente preparado: silêncio, pouca luz e, principalmente, o contato, logo após o nascimento, antes mesmo do primeiro banho, com o colo e o seio, nus, da mãe, para que se sentisse acolhido, bem-vindo, aquecido e acalentado.” confira este texto na íntegra na nossa nova sessão “primeiras mamadas”

postagem by Natália Rea Monteiro


Primeira hora!

30 agosto 2008

Vou falar da 1ª hora de vida dos bebês no nosso blog.

Passei a semana pensando na 1ª hora – momento mágico que significa nascimento e morte, momento máximo do hormônio do amor, momento capaz de mudar uma trajetória de vida…

Na minha, juntou tudo: minha filha e minha mãe, o parto e a amamentação, meu pai e minha irmã. Depois daquilo nada mais seria o mesmo.

Semana passada, fui assistir o obstetra Michel Odent falar na USP-Leste. Entre tantos possíveis assuntos, ele resolveu falar da 1ª hora e de como em diversas culturas humanas existem rituais de separação da mãe e do bebê nesse momento crítico. Falou desde em culturas primitivas, onde o pajé é chamado para dizer se aquela criança deve ou não sobreviver, e só aí ela é entregue à sua mãe, até na nossa (Que simplesmente substitui a figura do pajé pelo pediatra).

Não, não é só nas sociedades industriais que criamos esses obstáculos!

Reinventamos novos rituais sob novas justificativas. Odent citou movimentos de parto natural, que ao insistirem no contato do pai com o bebê na 1ª hora, acabam por mais uma vez separar mãe e bebê… (isso é polêmico, eu sei.)

E eu, não tive como deixar de pensar no teste rápido do HIV, que atualmente entra como mais um empecilho para entregarmos o bebê para a mãe assim que ele nasce.

Vamos falar sobre tudo isso e muito mais, “não vai faltar pano pra manga”. Escrevam, comentem, perguntem. Até sexta-feira que vem!

 

Natalia Rea Monteiro

(Doula, estudante de parteira da USP, membro da Matrice e da IBFAN, diretora dos filmes: “Amamentação à luz da 1ª hora”, “NBCAL- Para fazer valer a lei” e “Amamentação: as muitas formas de apoio à mulher”)


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