Por que a gente ainda acredita no Ministério da Saúde!

9 maio 2014

Uma portaria publicada nessa semana pelo Ministério da Saúde determina que, se o bebê estiver em boas condições de saúde, deve ir direto para o colo da mãe ao nascer nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde).

A portaria segue as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) que prevê ainda que o recém-nascido seja amamentado na primeira hora de vida. A portaria publicada no “Diário Oficial da União” assegura o chamado contato “pele a pele” da mãe com seu filho, independente se o parto é normal ou cesárea.

A notícia da Folha de São Paulo, publicada ontem no blog Maternar, pode ser lida na íntegra aqui. Obs.: não leiam os comentários dos internautas, a maioria é preconceituosa e acha essa recomendação um retrocesso… Ainda temos um longo caminho pela frente, até conseguirmos ter atendimentos respeitosos e baseados em evidência, e apoiados por uma população devidamente [bem] informada.

E bem que essa portaria podia ser adotada como regra também nos nossos hospitais particulares, não é?

Atualização: vejam aqui a íntegra da notícia do Portal Brasil.


Meu corpo, meu peito, minhas regras!

10 abril 2014

Imagem

 

Em 01 de Abril de 2014, no meio da madrugada, uma mulher em trabalho de parto foi retirada de sua casa à força – mediante uma ordem judicial, policiais armados e ameaças de prisão ao seu marido, na frente de seus filhos mais velhos – e levada sob custódia para um hospital público designado por uma juíza para sofrer uma cesárea sem seu consentimento.

Durante o transporte, ela pediu para ser conduzida a outro hospital, que considerava uma melhor opção para si, e isso foi negado. A mulher foi levada à cirurgia sozinha, tendo sido negada a presença de um acompanhante (direito garantido pela lei federal 11.108/2005).

A decisão judicial (provocada a requerimento do Ministério Público) foi fundamentada na opinião de apenas uma médica, sem que a mulher tenha sequer sido ouvida, sem que tenham sido apresentadas provas ou pedida uma segunda opinião, sob a alegação de “proteger a vida do nascituro”, ainda que isso ferisse direitos fundamentais da mulher.

A que esses fatos remetem?

Privação de Liberdade | Constrangimento | Internação Compulsória | Sequestro | Tortura | Violação dos Direitos Humanos | Violência de Gênero | Agressão Física Grave | Ditadura | Truculência do Estado | Discriminação contra a Mulher | Violência Obstétrica | Medicalização da Vida | Judicialização da Vida

Por que você tem a ver com isso?

O caso de Adelir Góes, ocorrido em Torres/RS, abre um perigoso precedente que afeta direta ou indiretamente todxs que militam por causas ligadas aos Direitos Humanos, Direitos das Mulheres, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Direitos das Minorias (Adelir, seu marido e família são ciganos e argumentos discriminatórios têm surgido sistematicamente nos debates sobre o caso), bem como contra toda e qualquer forma de violência contra as mulheres, incluindo aquela praticada pelo poder público e seus agentes. O debate é particularmente importante para todxs que têm se debruçado sobre o “Estatuto do Nascituro” e suas potenciais consequências sombrias.

Não se trata de um debate sobre parto normal ou cesárea!

Trata-se de uma violação aos direitos humanos, particularmente ao direito à integridade pessoal, liberdade pessoal, proteção da honra e da dignidade. Trata-se de uma violação aos direitos reprodutivos, que consistem na possibilidade das pessoas poderem escolher, mediante a informação, COMO, QUANDO, ONDE e EM QUE CONDIÇÕES terão ou NÃO terão filhos. Se você não quer ter filhos, se você quer ter filhos por cesárea, o seu direito de escolha também está ameaçado quando o poder médico e o poder jurídico podem decidir por você e usar de medidas arbitrárias para que esta decisão seja cumprida à sua revelia.

Por essas razões, convocamos todas as pessoas, grupos e movimentos que se importam com essas temáticas a comparecerem ao Ato Nacional “Somos Todxs Adelir – Ato Contra a Violência Obstétrica”, a ser realizado no dia 11/04/2014, às 13 horas, em diversas cidades brasileiras.

Para obter informações sobre o Ato, clique aqui!

Nós da Matrice acreditamos na autonomia da mulher e estaremos presente na vigília que começa às 13h dessa próxima sexta-feira, 11 de abril, no Largo São Francisco, 133, em frente à Faculdade de Direito da USP, centro de São Paulo! Compareça, essa luta é de todxs nós!!!


Lembrem-se: amanhã, nos vemos no Bardot!

2 janeiro 2014

Lembrem-se: amanhã, nos vemos no Bardot!


Amanhã, nosso encontro é na Aclimação!

26 dezembro 2013

Amanhã, nosso encontro é na Aclimação!


Festa do livro!

11 dezembro 2013

Matrice recomenda: 

15ª Festa do Livro da USPedição 2013

Cultura e informação são as bases para viver com equilíbrio e independência! Boa vida para vocês!!! Nos vemos lá!


Amamentação e o desdesign da mamadeira!

28 novembro 2013

Amamentação e o desdesign da mamadeira!

No próximo dia 5 de dezembro, esperamos todos para esse importantíssimo lançamento na Livraria da Vila, em São Paulo!
As 20h, roda de conversa com a autora do livro, com a presidente da IBFAN Brasil, e com uma pediatra-pesquisadora  do Instituto de Saúde.
Quer uma prévia sobre o assunto? Visite o blog da autora, clicando aqui!
Nos vemos lá!!!


TerçaMatrice, é amanhã já!!!

23 setembro 2013

TerçaMatrice, é amanhã já!!!

Chamem todo mundo, vai ser uma delícia de encontro!


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 1.629 outros seguidores